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O projeto de recuperação de nascentes em Minas Gerais avança com a implantação de Unidades Demonstrativas nas bacias dos rios Grande e Paranaíba. A iniciativa, liderada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), prevê a instalação de 200 unidades em Minas Gerais e Goiás.
De acordo com o MIDR, o projeto tem como objetivo ampliar a recarga hídrica, reduzir processos erosivos e melhorar a qualidade e quantidade de água. As unidades passam por etapas que incluem diagnóstico, ações de campo, monitoramento e educação ambiental para produtores rurais.
Na primeira etapa, foram inspecionadas 32 áreas com processos erosivos, sendo 20 associadas a nascentes intermitentes. Na segunda etapa, sete termos de aceite foram aprovados, e na terceira, sete projetos executivos receberam aval com ressalvas para nascentes intermitentes.
Conscientização e resultados
Segundo a bióloga Cleide Rocha Santos, gestora técnica do projeto, a adesão dos proprietários rurais é fundamental. “A primeira etapa é sensibilizar sobre a importância da recuperação. Depois, elaboramos um projeto técnico e partimos para a execução”, explicou.
A agricultora Ana Maria Guimarães relatou mudanças em sua propriedade. “Era uma área morta, sem vida. Hoje há pássaros e mais água. Melhorou a qualidade do solo e pretendo preservar”, disse.
Ações na Serra da Canastra
A equipe do MIDR também acompanhou obras de recuperação e pavimentação na estrada de acesso ao Parque Nacional da Serra da Canastra. A intervenção busca reduzir erosões e deslizamentos, protegendo mananciais.
Os projetos são financiados com recursos da desestatização da Eletrobras. Entre os resultados esperados estão maior infiltração de água no solo, redução de assoreamento e geração de renda para produtores rurais.
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