O governo de Minas Gerais anunciou, nesta segunda-feira (13), a intenção de dobrar o número de Colégios Tiradentes, com a construção de 30 novas unidades. A proposta foi acompanhada pelo envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa para estabelecer novos parâmetros para o programa cívico-militar nas escolas estaduais, buscando oferecer maior segurança jurídica ao modelo.
De acordo com informações do jornal O Tempo, o governador Mateus Simões (PSD) informou que o plano é chegar a 60 escolas, embora não tenha definido um prazo para a conclusão da expansão. Ele destacou que nas novas unidades o modelo de vagas será diferente, com um limite de 50% das matrículas reservadas para familiares de militares.
“Atualmente, os Colégios Tiradentes são voltados especificamente para os familiares de militares e as vagas que sobram são ofertadas às comunidades. Nas novas unidades o limite de vagas aos militares será de 50%”, informou o governador. A outra metade das vagas será destinada à população civil, ampliando o acesso da comunidade a essas escolas, segundo o anúncio.
O projeto de lei enviado ao legislativo atende a determinações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que havia ordenado a suspensão do programa cívico-militar por questões jurídicas. Com a nova legislação, a administração estadual busca regularizar o programa e permitir sua continuidade e expansão, conforme apurado pelo jornal O Tempo.
Durante uma visita ao Vale do Jequitinhonha, também nesta segunda-feira, Simões anunciou a criação de uma unidade do Colégio Tiradentes em Araçuaí. “Os alunos da rede do Tiradentes são os melhor qualificados em todas as provas que realizamos no estado. E os novos Tiradentes vão dar ainda mais motivos de alegria para comunidade porque, além de 50% das vagas reservadas aos militares, a outra metade será destinada à população civil”, explicou.
