O mercado de café no Brasil movimentou R$ 12 bilhões em 2025, segundo dados da CREST analisados pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB) e divulgados nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café. O estudo aponta que as padarias concentram mais de 41% desse volume de vendas, seguidas por redes de não empratados, com 14%, e por hipermercados e supermercados, com 13% da participação no faturamento total do setor.
Apesar do volume financeiro, o estudo aponta uma queda no consumo. “Ao longo do ano, foram cerca de 1 bilhão de pedidos ou transações, número que representa uma retração de 17% na comparação com 2024. Já o gasto total apresentou queda de 6% no mesmo período”, revela o estudo da IFB. Os dados indicam uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro em relação à bebida.
De acordo com informações do jornal O Tempo, o levantamento detalha que o consumo de café está concentrado em momentos específicos do dia. As refeições matinais respondem por mais de 64% do total, enquanto o lanche da tarde representa 26% das ocasiões. O perfil do consumidor mostra que mais de 83% do consumo é realizado por adultos com idade acima de 25 anos.
Os principais motivos para o consumo, como conveniência, hábito e indulgência, continuam sendo relevantes. Contudo, o estudo do IFB informa que esses fatores “perderam espaço em relação ao ano anterior, refletindo um consumidor mais atento e seletivo em suas escolhas fora do lar”. Essa mudança sugere uma nova dinâmica na relação do público com o produto consumido fora de casa.
Ingrid Devisate, Vice-Presidente Executiva do Instituto Foodservice Brasil, analisa o cenário. “O café segue como um símbolo da rotina do brasileiro, presente em diferentes momentos do dia, mas os dados mostram um consumidor mais atento e criterioso em suas escolhas. Entender essas mudanças é essencial para que o setor se adapte e continue relevante em um cenário de transformação do consumo”, afirma.
