Com o prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2024 em andamento, contribuintes devem escolher entre os modelos simplificado e completo. A decisão é um fator determinante no valor final do imposto a pagar ou da restituição a receber, sendo baseada na quantidade de despesas dedutíveis que a pessoa possui ao longo do ano-base.
O modelo de declaração simplificada aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, com um limite máximo estabelecido pela Receita Federal. Esta opção não requer a comprovação de despesas e é indicada para contribuintes com poucos gastos dedutíveis, como despesas médicas ou com educação, ou para aqueles que não possuem os comprovantes necessários para as deduções.
Já a declaração completa permite ao contribuinte detalhar todas as despesas dedutíveis, como gastos com saúde, educação, dependentes e previdência privada. De acordo com informações do jornal O Tempo, não há um desconto padrão neste modelo; o abatimento do imposto é calculado com base nos valores informados, sendo vantajoso para quem teve despesas elevadas durante o ano.
Para auxiliar na escolha, o próprio programa da Receita Federal simula o resultado em ambos os modelos. O contador Flávio Augusto Menezes aconselha o preenchimento com todas as despesas, como se fosse o modelo completo. “Faça a declaração preenchendo pelo modelo completo, colocando todas as despesas, e deixe que o próprio programa indique se o melhor é o simplificado ou completo”, afirma.
Preenchimento correto evita a malha fina
Independentemente do modelo escolhido, o preenchimento correto das informações é fundamental. A Receita Federal realiza o cruzamento de dados e, segundo a publicação, inconsistências, omissões ou erros podem levar o contribuinte à malha fina. Por isso, a organização prévia de todos os documentos e a revisão cuidadosa dos dados inseridos no programa são etapas essenciais para evitar problemas com o Fisco.
