A Miss Universe de Uberlândia 2025, Sara Monteiro, de 36 anos, está entre as 22 pessoas presas durante uma operação da Polícia Federal deflagrada em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A ação, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MG), visa desarticular um grupo interestadual suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O marido de Sara Monteiro é apontado como um dos chefes da organização criminosa e, segundo as autoridades, está foragido no Paraguai. De acordo com a corporação, a miss seria a responsável por ocultar os valores obtidos pelo grupo por meio da lavagem de dinheiro, além de também usufruir dos lucros da organização.
Em suas redes sociais, Sara Monteiro publicava conteúdos sobre beleza e bem-estar. De acordo com informações do jornal O Tempo, em dezembro de 2024, ela foi homenageada com o título de cidadã honorária pela Câmara de Vereadores de Uberlândia, por meio de um decreto de autoria do vereador Sargento Ednaldo (PP).
As investigações sobre o grupo tiveram início em abril de 2025, na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro, após a Polícia Federal apreender aproximadamente 1,1 tonelada de maconha. O avanço das apurações permitiu relacionar os suspeitos a outras remessas de drogas, totalizando 5,9 toneladas da substância apreendidas desde o começo dos trabalhos.
Operação Luxury
A operação resultou no cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o sequestro de cerca de R$ 61 milhões em bens que estariam ligados aos investigados. A ofensiva ocorreu simultaneamente nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Em Minas Gerais, as ações se concentraram nas cidades de Uberlândia e Uberaba. No estado de São Paulo, os mandados foram cumpridos na capital. Já em Mato Grosso do Sul, os alvos da operação estavam localizados em Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre, conforme divulgado pelas autoridades policiais.
Conforme a investigação, os elementos coletados apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada e estável, com foco no tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os investigadores também identificaram o uso de empresas de fachada e de terceiros para ocultar e dissimular os valores obtidos com a atividade criminosa.
A operação mobilizou um efetivo de aproximadamente 160 policiais. A Ficco/MG, responsável pela ação, é coordenada pela Polícia Federal e integra as polícias Militar, Civil e Penal, atuando de forma conjunta no combate ao crime organizado no estado de Minas Gerais.
