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PLDO de 2027 projeta melhoria das contas até 2030

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**PLDO de 2027 projeta melhoria das contas até 2030**

O governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, que mantém a consolidação fiscal iniciada em 2023 e prevê melhoria progressiva nas contas públicas até 2030. De acordo com o Ministério do Planejamento, a meta é alcançar um superávit primário de R$ 73,2 bilhões (0,50% do PIB) em 2027, chegando a R$ 272,2 bilhões (1,50% do PIB) em 2030.

A dívida bruta do governo geral deve atingir 86% do PIB em 2027, subindo para 87,8% em 2029 antes de começar a cair. O salário mínimo está projetado em R$ 1.717 no próximo ano, com aumento real de 2,5% acima da inflação em relação ao valor atual.

Compromisso fiscal e investimentos sociais

Em entrevista coletiva, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o PLDO busca equilibrar a consolidação fiscal com programas sociais e investimentos. “Manter o processo de consolidação fiscal e ao mesmo tempo os programas sociais e investimentos cruciais para o desenvolvimento econômico e social do país”, disse.

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Moretti destacou que as despesas primárias devem ficar entre 18,5% e 19% do PIB, patamar inferior ao registrado entre 2016 e 2019. O ministro também reforçou que o PLDO foi elaborado com parâmetros conservadores para garantir o cumprimento das metas.

O ministro da Fazenda substituto, Rogério Ceron, afirmou que o projeto reforça o compromisso com a responsabilidade fiscal. “Daqui para frente é só manter esse processo”, disse. “Isso é fundamental para dar previsibilidade e garantir o desenvolvimento sustentado.”

Precatórios e gatilhos fiscais

O PLDO estabelece que 39,4% das despesas com precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) em 2027 serão incluídos na meta de resultado primário. Esse percentual aumentará gradativamente até atingir 100% em 2036. No próximo ano, R$ 57,8 bilhões em precatórios ficarão fora da meta.

O texto também ativa gatilhos fiscais para 2027 devido ao déficit em 2025, incluindo a proibição de novos benefícios tributários. Moretti ressaltou a necessidade de racionalizar gastos tributários, uma prioridade desde 2023.

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Além disso, o PLDO limita o crescimento real da despesa de pessoal a 0,6%. O ministro citou a recomposição de áreas estratégicas do serviço público, com contratações que não comprometem a consolidação fiscal.

Veja [a apresentação feita pelos ministros e secretários](https://www.gov.br/planejamento/pt-br/assuntos/noticias/2026/pldo-de-2027-mantem-consolidacao-fiscal-iniciada-em-2023-e-projeta-melhoria-continua-das-contas-ate-2030/pldo_2027_15-04_16h30.pdf).

Assista ao [vídeo da entrevista coletiva](https://www.youtube.com/watch?v=LyZr-UChXf8).

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