No dia do incidente, Juliana e seu marido, Vinicius Oliveira, de 31 anos, estavam em uma aula de natação na academia C4 GYM quando perceberam um cheiro e gosto anormais na água. Após se sentirem mal, eles comunicaram o professor responsável, e todos os alunos foram retirados da piscina. O casal foi levado ao Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista.
No hospital, o quadro de Juliana se agravou, e ela sofreu uma parada cardíaca, vindo a falecer. Vinicius também foi internado em estado grave, recebendo alta no dia 15 de fevereiro. De acordo com informações do jornal O Tempo, a Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso. O delegado Alexandre Bento, do 42° DP (Parque São Lucas), considera que três sócios da academia devem ser responsabilizados.
O documento da perícia detalhou, além das lesões pulmonares, danos na cabeça, fígado e rins da vítima. Análises da água da piscina e de produtos químicos encontrados no local também foram incluídas no laudo. Os peritos informaram que os dados não devem ser analisados de forma isolada, pois diferentes compostos foram identificados, não sendo possível, até o momento, confirmar a causa direta da morte.
Na época, a direção da Academia C4 GYM divulgou uma nota lamentando o ocorrido. “Informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte”. A empresa também afirmou estar colaborando com as investigações para esclarecer os fatos que levaram à morte da professora e à internação de outras pessoas.
“Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário”, acrescentou o texto da academia. A investigação sobre a morte de Juliana e a internação de Vinicius e de outras pessoas que estavam no local naquele dia continua em andamento pela Polícia Civil, que apura as responsabilidades pelo ocorrido na unidade da academia.
