Oposição na Câmara protocola impeachment de Gilmar Mendes

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A oposição na Câmara dos Deputados protocolou, nesta quarta-feira (22), pedidos de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. A ação faz parte de um conjunto de medidas que também inclui uma notícia-crime contra Lima e Silva e uma solicitação de providências ao presidente do STF, Edson Fachin, referente ao Inquérito das Fake News.

De acordo com o jornal O Tempo, o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que a movimentação não é contra o STF como instituição. Ele esclareceu que os alvos são ministros específicos, citando também Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que já foram alvo de ações anteriores do grupo político no Congresso Nacional.

“A oposição protocola, hoje, o impeachment do ministro Gilmar Mendes, a notícia-crime contra o ministro da Justiça de Lula e um pedido de providências ao senhor Edson Fachin para que ele tome as providências contra esse inquérito imoral e inconstitucional”, expôs o deputado durante o anúncio das medidas em Brasília, nesta quarta-feira.

O pré-candidato à presidência e ex-governador, Romeu Zema (Novo), participou da iniciativa em um encontro na Câmara. “Parece que a régua abaixou demais com esse governo. Quero lembrar que nós, do Partido Novo, já pedimos medidas para estancar essa vergonha, essa podridão que só aumenta no Brasil”, afirmou Zema, que também propôs a idade mínima de 60 anos para indicação de ministros à Corte.

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As críticas de Romeu Zema ao Supremo se intensificaram após Gilmar Mendes encaminhar a Alexandre de Moraes, relator do Inquérito das Fake News, um pedido para incluir o ex-governador na investigação. “O Supremo é um bombeiro incendiário que chega jogando gasolina. E não foi só Lula que errou, não, outros (presidentes) também erraram (nas indicações para o STF)”, acrescentou Zema.

Articulações para a eleição presidencial

Durante o encontro, o líder da oposição e o ex-governador comentaram sobre possíveis alianças entre o Partido Novo e o PL para a eleição presidencial. Questionado sobre conversas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema negou a existência de um convite formal para ser vice e reafirmou que manterá sua própria pré-candidatura à presidência da República.

“Em agosto passado estive, aqui em Brasília, com o presidente Bolsonaro para comunicá-lo em primeira mão de minha pré-candidatura. Ele disse: ‘quanto mais tiver, melhor’. E nós acabamos de ver a direita ser eleita no Chile nessa situação”, disse Zema, exemplificando com um cenário de múltiplos candidatos de um mesmo campo político que se unem posteriormente.

“Até hoje não teve pedido formal de ninguém para ninguém (ser vice), mas, tenho certeza que estaremos juntos no segundo turno”, expôs. “Me dou muito bem com Flávio e com Ronaldo Caiado (pré-candidato à presidência pelo PSD). O que existem são três pré-candidaturas e vou levar a minha até o final”, acrescentou o pré-candidato do Novo.

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