Servidores do Samu protestam contra cortes em frente à Prefeitura

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Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192 de Belo Horizonte realizam um protesto nesta quarta-feira (22) em frente à prefeitura, na avenida Afonso Pena. A manifestação é contra a demissão de cerca de 25% dos técnicos de enfermagem das Unidades de Suporte Básico (USBs), prevista para ocorrer com o fim de um contrato de trabalho em 1º de maio.

Os trabalhadores, uniformizados, entoam gritos e carregam faixas com os dizeres “Cortes na saúde custam vidas”. De acordo com informações do jornal O Tempo, a mobilização inclui uma caminhada até a Câmara Municipal, onde os profissionais devem participar de uma audiência pública para discutir os impactos dos cortes no efetivo do serviço na capital mineira.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que 34 profissionais foram incorporados ao Samu 192 durante a pandemia de covid-19, por meio de contratos temporários de caráter emergencial. Esses contratos vencem no próximo dia 1º de maio e, segundo o Executivo, não serão renovados. Com a medida, as ambulâncias passarão a operar com um técnico de enfermagem e um condutor.

Ainda conforme o Executivo, o Samu possui atualmente cerca de 710 profissionais, e as escalas serão reorganizadas para manter a assistência à população, sem que haja redução na quantidade de ambulâncias. “Cabe ressaltar, também, que a Portaria nº 2.028/2002 estabelece que a equipe mínima para atuação em unidades de suporte básico (USB) é composta por um técnico de enfermagem e um condutor”, informou a prefeitura.

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Posicionamento de entidades médicas

Após o anúncio, o Sindicato dos Médicos (Sinmed) e o Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) emitiram uma nota conjunta alertando para o risco de “colapso” do serviço de saúde na capital. Para as entidades, a medida se torna mais grave diante do atual cenário de emergência em saúde pública decretado pela PBH em 10 de abril, devido ao aumento de casos de doenças respiratórias.

“Em apenas quatro meses a capital já registrou mais de 107 mil atendimentos por síndromes respiratórias”, afirma a nota. Para as entidades, a redução das equipes neste momento implica em um risco ao acesso à saúde para a população. O enfraquecimento do atendimento pré-hospitalar pode provocar um efeito cascata e comprometer o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

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