AGU cobra R$ 356 milhões em novo lote de ações contra infratores ambientais

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**AGU cobra R$ 356 milhões em novo lote de ações contra infratores ambientais**

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta quarta-feira (22/4) um novo lote de ações civis públicas contra infratores ambientais, totalizando R$ 356,2 milhões em cobranças. As 27 ações judiciais abrangem 17 mil hectares de áreas a serem recuperadas em todos os biomas brasileiros.

De acordo com a AGU, as medidas fazem parte do programa AGU Recupera, criado em 2023 pela Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente (Pronaclima/AGU). Entre 2023 e 2025, foram ajuizadas 194 ações, somando cerca de R$ 4 bilhões em valores de causa.

As ações incluem pedidos de indisponibilidade de bens, bloqueio de acesso a crédito, suspensão de benefícios fiscais e embargo de atividades degradadoras nas áreas em litígio.

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**Parcerias estratégicas**

O anúncio foi feito pelo advogado-geral da União substituto, Flavio Roman, durante encontro na sede da AGU em Brasília. Participaram representantes do Ibama, ICMBio e outros órgãos. Roman destacou a mudança de paradigma na atuação da União: “O Estado brasileiro passou a utilizar a litigância climática estratégica para proteger o meio ambiente”.

A procuradora-chefe da Pronaclima, Teresa Villac, anunciou que um novo lote de ações será ajuizado em junho. Ela ressaltou a importância das parcerias e mencionou que o Iphan deve se juntar ao programa em breve.

**Impacto das ações**

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Jair Schmitt, presidente interino do Ibama, elogiou a iniciativa e sugeriu a expansão da agenda para temas como poluição e degradação de fauna. Mauro Pires, presidente do ICMBio, afirmou que as ações são essenciais para responsabilizar infratores: “A degradação ambiental tem um custo, e esse custo deve ser assumido pelo degradador”.

**Sobre o AGU Recupera**

O programa AGU Recupera foi criado para adotar medidas jurídicas de proteção aos biomas e ao patrimônio cultural brasileiro. Atua prioritariamente em causas envolvendo reparação de danos ambientais e punição a infratores nos biomas Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Pampa e Mata Atlântica.

Além do ajuizamento de ações, o programa promove debates sobre temas como Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) e Mercado de Carbono.

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*Fonte: Advocacia-Geral da União (AGU)*

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