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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal (PF) realizam, de 19 a 25 de abril, uma campanha de conscientização no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU). A ação alerta passageiros sobre o tráfico ilícito de bens culturais por meio de painéis digitais espalhados pelo terminal.
De acordo com o Iphan, o aeroporto foi escolhido por ser um ponto estratégico de circulação de pessoas e mercadorias, com alto fluxo de conexões nacionais e internacionais. A iniciativa tem como slogan: “A cultura brasileira não tem fronteiras, mas o Patrimônio Cultural tem”.
Crime transnacional
A campanha integra esforços globais de proteção ao patrimônio, como a Convenção da Unesco de 1970 e a Lista Vermelha do Conselho Internacional de Museus (ICOM). O documento cataloga bens culturais em risco, como imagens sacras, fósseis e artefatos arqueológicos.
Segundo o ICOM, o tráfico começa com a retirada ilegal de objetos de sítios históricos, museus ou igrejas. Os itens são transportados para outras regiões, têm suas origens adulteradas e recebem documentação falsa antes de serem comercializados em antiquários, galerias ou leilões.
Como denunciar
As denúncias podem ser feitas de duas formas: pelo Banco de Bens Culturais Procurados do Iphan ou no site da Polícia Federal, na seção “Crimes contra o Patrimônio Cultural”. Não é necessário identificar-se.
O Iphan atua no monitoramento administrativo dos bens culturais, enquanto a PF investiga crimes como furtos e exportações ilegais. A parceria busca fortalecer a proteção do patrimônio brasileiro.
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