31% dos brasileiros estão sem reserva financeira, indica pesquisa

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Uma pesquisa recente revela que quase um terço dos brasileiros, o equivalente a 31%, não possui nenhuma reserva financeira. Além disso, outros 32% têm uma reserva inferior ao mínimo recomendado por especialistas, que é de três a cinco meses de despesas. Os dados são da 9ª edição do Raio-X do Investidor, uma pesquisa realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha.

O levantamento ouviu 5.832 pessoas com 16 anos ou mais sobre a relação delas com investimentos. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa segmentou os dados por classe social e geração, oferecendo um panorama detalhado do comportamento financeiro no país, com o objetivo de entender os hábitos de poupança e investimento.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a ausência de reserva financeira é mais acentuada nas classes D e E, onde 48% dos entrevistados afirmaram não ter economias. Esse percentual cai para 30% na classe C e atinge seu menor nível, 13%, entre os brasileiros das classes A e B, evidenciando a diferença no acesso a uma segurança financeira entre os estratos sociais.

Entre as gerações, a X, composta por nascidos entre 1965 e 1980, lidera a falta de reservas, com 37% de seus membros sem economias. Os millennials (1981-1996) aparecem em seguida, com 28%. Em contraste, a geração Z (1997-2012) e os boomers (1946-1964) apresentam os menores índices, com 17% cada, mostrando diferentes abordagens financeiras entre as faixas etárias.

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“É importante fazer um recorte sobre a geração Z, que tem bandas em pontos extremos. Tem gente começando a faculdade, com uma independência financeira mínima, e tem gente já trabalhando e juntando dinheiro”, disse Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima. A análise destaca a diversidade de situações financeiras dentro de um mesmo grupo geracional, influenciando seus hábitos de poupança.

A pesquisa também investigou os produtos financeiros mais utilizados. A caderneta de poupança continua sendo a preferida, com 22% da população mantendo investimentos nela. Títulos privados e fundos de investimento seguem com 7% e 5%, respectivamente. Ações, títulos públicos e previdência privada aparecem com 2% cada, indicando uma preferência por opções mais tradicionais e de menor risco entre os investidores.

Um dado revelado pelo estudo é a distinção que os brasileiros fazem entre economizar, investir e aplicar em produtos financeiros. No ano passado, 33% afirmaram ter economizado e 24% disseram ter investido, mas apenas 10% relataram aplicar dinheiro em produtos financeiros formais. Essa diferença mostra percepções distintas sobre o que constitui um investimento, que nem sempre está ligado ao mercado financeiro.

Considerando apenas os produtos financeiros, a pesquisa da Anbima e do Datafolha estima que o Brasil tenha 60,6 milhões de investidores, o que corresponde a 36% da população. A projeção para este ano é que mais 8,7 milhões de pessoas comecem a investir, sinalizando um potencial crescimento do mercado de capitais no país, apesar dos desafios relacionados à formação de reservas de emergência.

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