O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou cerimônia em 28 de abril para marcar o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. O evento destacou a importância da prevenção e da promoção de ambientes laborais seguros, com abertura da exposição fotográfica “Linha de Risco – A Realidade dos Acidentes de Trabalho no Brasil”.
De acordo com o MTE, a data reuniu autoridades, especialistas, representantes de trabalhadores, empregadores e familiares de vítimas. A secretária-executiva substituta Luciana Nakamura afirmou que o enfrentamento dos acidentes exige responsabilidade permanente e ação coordenada.
Dados apresentados durante a cerimônia mostram que, entre 2016 e 2025, o Brasil registrou mais de 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 mortes. Apenas em 2025, foram mais de 806 mil acidentes e 3.644 óbitos.
O diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, Alexandre Scarpelli, destacou que os números evidenciam a urgência de fortalecer a prevenção. Segundo ele, os acidentes são em sua maioria evitáveis e devem ser enfrentados com medidas concretas de proteção.
Medidas de prevenção e novos desafios
A procuradora do Trabalho Gisela Nabuco defendeu que a prevenção seja tratada como prioridade absoluta, incluindo os riscos psicossociais. Ela ressaltou a necessidade de reorganização do trabalho com metas realistas e respeito ao descanso.
A diretora Márcia Rejane chamou a atenção para os impactos do trabalho precário e informal. Ela destacou que o adoecimento físico e mental tem crescido em diferentes setores, especialmente diante das novas formas de trabalho.
Representando a Organização Internacional do Trabalho, Vinicius Pinheiro alertou para os novos riscos associados à digitalização e ao trabalho em plataformas. Essas formas de trabalho ampliam a vulnerabilidade dos trabalhadores e exigem respostas regulatórias.
A exposição “Linha de Risco” integra as ações de sensibilização do MTE e apresenta registros que retratam a realidade dos acidentes de trabalho no país. Os dados foram consolidados com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no INSS e no eSocial.
