O Campus Universitário de Iturama oferecerá um novo curso de licenciatura em Educação Especial e Inclusiva, com previsão de início no segundo semestre de 2026. Serão disponibilizadas 40 vagas anuais, visando fortalecer a educação básica e a formação de professores na área.
A coordenação pro tempore do curso está a cargo da professora Adriana Otoni Silva Antunes Duarte, docente da UFTM desde abril de 2025. Ela é vinculada ao Instituto de Ciências Agrárias, Exatas e Biológicas de Iturama (ICAEBI) e ao Departamento de Ciências Exatas e Educação (DCEE).
A professora Adriana Otoni Silva Antunes Duarte possui graduação em Psicologia (2006), mestrado em Educação Tecnológica (2010) e doutorado em Educação (2017) pela UFMG, com período sanduíche na Université de Genève (Unige). Concluiu pós-doutorado na UFMG em 2019, com foco em processos de educação e inclusão social.
De acordo com a professora Adriana, o curso será atendido inicialmente por professores das áreas de educação e ensino que já atuam nas licenciaturas do ICAEBI/Iturama. Nove docentes do DCEE já se disponibilizaram para trabalhar no novo curso.
Outras nove vagas para docentes serão preenchidas por meio de editais. Segundo a UFTM, o Edital nº 12/2026 já está em andamento para a área de Psicologia e Educação Especial.
Os demais concursos para docentes dependem da liberação do código de vaga pelo MEC. A previsão é que esses concursos ocorram ainda em 2026 ou no primeiro semestre de 2027.
A professora Adriana destacou a importância dessas vagas para garantir a oferta qualificada dos componentes curriculares. Elas também são essenciais para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, além do acompanhamento de práticas pedagógicas, estágios supervisionados e ações extensionistas.
O curso de licenciatura em Educação Especial e Inclusiva apresenta duas habilitações. Nos três primeiros semestres, os estudantes cursarão a base comum da licenciatura.
A partir do quarto período, o estudante escolherá uma habilitação principal: “Habilitação em educação bilíngue de surdos” ou “Habilitação em atendimento a alunos com transtorno do espectro autista”.
A professora Adriana salientou que o estudante poderá realizar as duas habilitações, desde que concilie os horários das disciplinas durante sua formação.
O perfil do ingressante no curso deve incluir interesse pela docência e por pautas como inclusão social, acessibilidade e diversidade. O curso visa formar professores para a educação básica, aptos a atuar com estudantes com necessidades educacionais específicas.
Para a professora Adriana, é fundamental que os interessados no curso possuam “sensibilidade social, disposição para estudar metodologias pedagógicas, abertura para tecnologias assistivas e práticas inclusivas, além de interesse em participar das atividades que serão desenvolvidas durante a graduação”.
O curso também pode atrair professores já em exercício, profissionais da educação que desejam uma segunda formação e pessoas graduadas em outras áreas.
O mercado de trabalho para o licenciado em Educação Especial e Inclusiva está em crescimento. A legislação brasileira consolidou o direito à educação inclusiva, o que impulsiona os sistemas de ensino a buscar estratégias pedagógicas de acompanhamento educacional para esse público.
Há um aumento significativo de matrículas, o que amplia a necessidade de contratação de profissionais especializados. Segundo Adriana, “o curso vem atender a escassez de profissionais preparados para trabalhar com a adaptação curricular para esse público”.
O curso buscará preparar professores com competência científica, técnica e ética. Eles serão aptos a enfrentar os desafios da educação contemporânea e a promover o desenvolvimento humano, social e tecnológico da região.
Ainda conforme a coordenadora, a criação do curso responde a uma demanda concreta da região de Iturama, do estado de Minas Gerais e do território nacional. Há uma carência significativa de profissionais habilitados para atuar com estratégias específicas para o atendimento aos alunos nos ensinos fundamental e médio.
A proposta do curso está em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Contribui para uma formação sólida, que articula teoria e prática, ciência e sociedade, saber acadêmico e experiência escolar.
Os laboratórios de ensino e multiusuários já existentes no campus de Iturama darão o suporte inicial ao curso. Há propostas de expansão com a instalação futura de laboratórios de desenvolvimento de materiais audiovisuais e outros específicos.
Complementando sobre a infraestrutura, a professora Adriana também expressou a expectativa de criação de um centro de referência para serviços de inclusão e acessibilidade. Este centro poderá ser uma referência para Iturama e municípios vizinhos, oferecendo serviços e consultoria especializada, além de ser um campo de atuação e prática para os alunos do curso.
O curso prevê parcerias com instituições locais, regionais e com o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Outros projetos relacionados à temática na região também serão contemplados.
“O curso será um instrumento estratégico para o fortalecimento da educação básica, contribuindo com a redução das desigualdades educacionais e com a valorização da carreira docente”, afirmou a professora Adriana Otoni.
A UFTM reafirma seu compromisso com a formação de professores e com a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável.
O Campus Universitário de Iturama foi inaugurado em 13 de fevereiro de 2015. Atualmente, oferece os cursos de bacharelado em Agronomia e Zootecnia (integral) e licenciatura em Ciências Biológicas e Química (noturno).
Os novos cursos de bacharelado em Biomedicina (noturno) e licenciatura em Educação Especial e Inclusiva (noturno) têm previsão de oferta a partir do segundo semestre de 2026. As formas de ingresso nesses novos cursos serão divulgadas nos canais oficiais da UFTM.
Para conhecer os cursos da UFTM, acesse: https://www.uftm.edu.br/cursos
