UFJF discute desafios e futuro da enfermagem na 26ª Semana da Enfermagem

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A 26ª Semana de Enfermagem, evento da Faculdade de Enfermagem (Facenf) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), iniciou-se na segunda-feira, 11 de maio. O evento visa a disseminação de conhecimento científico e o debate sobre temas relevantes para a prática da enfermagem.

A programação, que se estende até quarta-feira, 13 de maio, inclui palestras, mesas-redondas, apresentações de trabalhos científicos e atividades culturais. O objetivo é proporcionar um ambiente de aprendizado e troca de experiências para os participantes.

A cerimônia de abertura contou com a presença da reitora da UFJF, Girlene Alves, e da diretora da Facenf, Angélica Coelho. Também estiveram presentes representantes do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MG) e do Hospital Universitário (HU-UFJF).

Coordenadores dos cursos de graduação e pós-graduação em Enfermagem, além de membros da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), também participaram da abertura. A mesa central abordou o tema “Um século de ABEn: memória, lutas, avanços e perspectivas para o futuro da enfermagem”, ministrada pela professora Hérica Dutra, integrante da ABEn.

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De acordo com a UFJF, a reitora Girlene Alves destacou a relevância da ABEn nos campos político, científico e social da profissão. Ela ressaltou a importância de compreender a participação política da associação no processo formativo de enfermeiros na rede pública de ensino.

Girlene Alves, também professora da Facenf, observou que “São 100 anos de construção de uma profissão que precisa se reinventar diante desta nova ordem mundial, mas não apenas para a produção técnica, e sim para o fazer cotidiano da enfermagem.”

Ela complementou: “Não se trata apenas da incorporação de novas tecnologias ou de novos saberes e fazeres, mas de refletir sobre o que estamos fazendo para fortalecer uma política pública tão importante e necessária quanto o Sistema Único de Saúde, em um país ainda extremamente desigual.”

A reitora da UFJF afirmou que o evento representa um momento de resistência para a profissão, que busca incorporar o novo sem perder o lado humano. “Que possamos sair daqui fortalecidos na compreensão do sentido da nossa profissão: uma profissão que precisa dialogar com o mercado, mas sem se render aos encantos fáceis dele”, disse.

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A programação do evento inclui discussões sobre produção científica, formação avançada e o papel da pós-graduação no fortalecimento do SUS. Estratégias de prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde também estão na pauta.

Outros temas abordados são o tratamento e a inovação no cuidado a pessoas com feridas, o cuidado da infância, a população trans, o racismo ambiental e a violência obstétrica. Segundo Angélica Coelho, diretora da Facenf, esses assuntos dialogam com desafios contemporâneos.

Angélica Coelho destacou que esses debates demonstram o compromisso com uma atuação ética, crítica e socialmente responsável. A diretora da Facenf ressaltou a importância de reconhecer as desigualdades que impactam os processos de saúde e adoecimento.

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“Semana de Enfermagem reafirma papel da universidade pública como espaço democrático de produção de conhecimento”, avalia Angélica Coelho (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

Angélica Coelho afirmou que “A Semana de Enfermagem também reafirma o papel da universidade pública como espaço democrático de produção de conhecimento, formação cidadã e compromisso social.” Ela acrescentou que realizar um evento dessa magnitude é um ato de defesa da saúde pública.

A diretora da Facenf também mencionou a valorização da formação de profissionais comprometidos com as necessidades da população brasileira. Angélica Coelho refletiu sobre o ensinamento de que “ninguém cuida sozinho. O cuidado se constrói coletivamente, na articulação entre diferentes saberes, diferentes sujeitos e diferentes experiências.”

Cerimônia da Lâmpada

Um dos destaques da programação é a “Cerimônia da Lâmpada”, um momento que homenageia Florence Nightingale. Ela é considerada a fundadora da enfermagem moderna e atuou durante a Guerra da Crimeia (1854-1856).

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Florence Nightingale foi pioneira no tratamento humanizado de pacientes e desenvolveu métodos como o diagrama das rosas e a teoria ambientalista. Essas inovações contribuíram para a redução do número de mortes de doentes.

Durante as noites, Florence prestava cuidados aos doentes e percorria as enfermarias com uma lamparina, sendo conhecida como a “Dama da Lâmpada”. A cerimônia está agendada para esta terça-feira, 12 de maio, às 16h30, no Auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A ABEn

A ABEn, fundada em 1926, é uma entidade civil sem fins lucrativos que representa enfermeiros, técnicos, auxiliares e estudantes de enfermagem no Brasil. A associação promove o desenvolvimento técnico, científico, político e cultural da profissão.

A entidade foca na educação, pesquisa e valorização profissional. Suas decisões, fontes de recursos e patrimônio são definidos, fiscalizados e controlados por órgãos e instâncias de deliberação, administração, execução e fiscalização.

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A ABEn é pautada em princípios éticos e articula-se com outras organizações da enfermagem brasileira. O objetivo é promover o desenvolvimento político, social e científico das categorias que a compõem.

Seus eixos incluem a defesa e a consolidação da educação em enfermagem, da pesquisa científica e do trabalho da enfermagem como prática social. A associação também se compromete a promover a educação e a cultura em geral.

Além disso, a ABEn propõe e defende políticas e programas que visam à melhoria da qualidade de vida da população e ao acesso universal e equânime aos serviços social e de saúde.

Para mais informações, acesse:

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