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O Brasil registrou velocidades médias de download de banda larga fixa acima da média global, com 221,53 Mbps em março, segundo dados do Speedtest Global Index. De acordo com o Ministério das Comunicações, o desempenho coloca o país na 26ª posição entre 153 nações, superando a média mundial de 120,52 Mbps.
O estudo também aponta que 60% do serviço de banda larga fixa no país é fornecido por empresas de pequeno e médio porte. Esse cenário difere da maioria dos mercados internacionais, onde o setor costuma ser dominado por poucas grandes operadoras.
Segundo a Ookla, especializada em análises de conectividade, o crescimento dos provedores regionais é resultado de medidas regulatórias implementadas pela Anatel. Entre elas estão a desoneração para pequenos provedores e revisões nos regulamentos de interconexão e compartilhamento de infraestrutura.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou: “Estamos provando que um marco regulatório moderno e menos burocrático é a melhor ferramenta para universalizar o acesso digital e colocar o Brasil na vanguarda da economia tecnológica global”.
Medidas regulatórias e expansão
A Anatel destacou que o Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte tem papel fundamental na proposição de melhorias regulatórias. “O comitê pode propor aprimoramentos na regulamentação e medidas de estímulo à prestação de serviços por essas empresas”, disse José Borges, superintendente de Competição da agência.
No segmento móvel, o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial, com velocidade média de download de 265,79 Mbps. O desempenho supera países como Estados Unidos, China e França, segundo a Ookla.
Os dados indicam que o setor brasileiro de internet fixa ainda tem potencial de crescimento, com a substituição de tecnologias antigas por fibra óptica e a expansão da cobertura para novas regiões.
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