Unifal-MG promove uso racional de medicamentos e cuidado farmacêutico para idosos em Areado-MG

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O uso incorreto de medicamentos, a mistura sem conhecimento dos riscos e a interrupção de tratamentos são práticas comuns entre idosos. Para abordar essa questão, um projeto de extensão da Unifal-MG desenvolve ações educativas sobre cuidado farmacêutico com idosos em Areado-MG.

Guilherme Álvaro Ferreira-Silva – professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e coordenador do projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)
Helloana Azevedo Barbosa – farmacêutica responsável técnica pela Farmácia de Minas em Areado. (Foto: Arquivo Pessoal)

A iniciativa, denominada “Cuidar é Viver Melhor – Cuidado Farmacêutico Integrado ao Grupo da Terceira Idade Paz e Alegria de Areado-MG”, é coordenada pelo professor Guilherme Álvaro Ferreira-Silva, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF).

A coordenação-adjunta é de Helloana Azevedo Barbosa, farmacêutica responsável técnica pela Farmácia de Minas em Areado. O projeto busca promover o uso racional de medicamentos entre a população idosa.

De acordo com o coordenador, a ideia do projeto surgiu de uma observação prática. A farmacêutica Helloana Barbosa já realizava atividades educativas com o Grupo da Terceira Idade Paz e Alegria. Ela notou que os idosos compreendiam melhor o uso de medicamentos quando os temas eram apresentados de forma simples.

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Médicos e outros profissionais da saúde local também observaram uma melhora na adesão ao tratamento após essas conversas. Essa percepção levou à criação de um projeto mais estruturado.

Guilherme Ferreira-Silva explica: “A partir dessa necessidade identificada, principalmente relacionada às dúvidas sobre medicamentos, automedicação e uso inadequado, surgiu a proposta de desenvolver um projeto de extensão universitária voltado especificamente para a promoção do uso racional de medicamentos entre a população idosa”.

O projeto teve início em abril de 2026, com encontros educativos regulares com o grupo. As atividades são conduzidas por estudantes do curso de Farmácia, sob supervisão docente, e incluem palestras, rodas de conversa e acompanhamento farmacoterapêutico individualizado.

O coordenador detalha: “As ações são conduzidas de forma dinâmica com participação ativa da comunidade, utilizando linguagem acessível, materiais educativos e espaço para esclarecimento de dúvidas. Além disso, buscamos aproximar a população idosa da Universidade e dos profissionais da saúde, fortalecendo o vínculo comunitário e promovendo educação, para que os mesmos tenham autonomia e sejam protagonistas da sua própria saúde”.

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O projeto foi iniciado no abril de 2026 e reúnem palestras educativas, rodas de conversa e acompanhamento farmacoterapêutico individualizado. (Foto: Arquivo/Coordenação do Projeto)

Um dos focos do projeto é a prevenção dos riscos da polifarmácia, que é o uso de cinco ou mais medicamentos simultaneamente. Essa condição é comum em idosos com múltiplas doenças crônicas. O objetivo é que o idoso compreenda suas condições clínicas e participe ativamente do cuidado com a própria saúde.

Formação Acadêmica e Humana dos Alunos

Para os estudantes de Farmácia, o projeto oferece a oportunidade de aplicar o conhecimento universitário em um contexto prático. Essa experiência exige escuta, empatia e adaptação da linguagem para interagir com os idosos.

Os estudantes participam da elaboração de materiais e do planejamento das atividades. Eles também auxiliam no esclarecimento de dúvidas e na criação de estratégias de comunicação em saúde. Essa vivência contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais.

O coordenador avalia: “Essa experiência é extremamente importante para a formação acadêmica e humana dos alunos, pois permite desenvolver habilidades de comunicação, empatia, trabalho em equipe e educação em saúde, além de aproximá-los das demandas reais da população”.

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Luciene Alves Moreira Marques – professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas durante roda de conversa sobre saúde mental e envelhecimento para o grupo. (Foto: Arquivo/Coordenação do Projeto)

O projeto também conta com o apoio da professora Luciene Alves Moreira Marques, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Ela já conduziu uma roda de conversa sobre saúde mental e envelhecimento para o grupo de idosos.

Guilherme Silva destaca: “A professora Luciene sempre demonstrou grande sensibilidade e interesse em relação às ações de promoção da saúde voltadas à pessoa idosa. Sua experiência, dedicação e compromisso com a extensão universitária têm sido fundamentais para fortalecer o projeto e ampliar o impacto das ações desenvolvidas junto ao Grupo Terceira Idade Paz e Alegria de Areado”.

O projeto abrange mais do que informações sobre medicamentos. A agenda inclui temas como alimentação equilibrada, atividade física, sono, convivência social e saúde mental. Esses aspectos são considerados fundamentais para um envelhecimento com qualidade e independência.

Guilherme Silva afirma: “A expectativa é contribuir para uma população idosa mais informada, segura e consciente em relação ao uso de medicamentos”. Ele acrescenta que o projeto visa promover o acolhimento ao envelhecimento saudável, buscando que o idoso mantenha plena capacidade funcional, autonomia e independência pelo maior tempo possível.

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O projeto “Cuidar é Viver Melhor” está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3, que se concentra na saúde e bem-estar.

Confira aqui um dos materiais educativos produzidos pelo projeto.

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