Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realiza Aeroweek para discutir carros voadores e o futuro da engenharia aeronáutica

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A existência de carros voadores, antes vista como algo distante, tem se tornado uma realidade mais próxima. A ciência atual demonstra avanços significativos nessa área. O curso de Engenharia Aeronáutica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) contribui com profissionais para essa e outras demandas da indústria aeronáutica.

No início de maio, entre os dias 4 e 6, a UFU realizou a primeira “Aeroweek UFU”. Este evento técnico-científico foi promovido pelo curso de Engenharia Aeronáutica da Faculdade de Engenharia Mecânica (Femec) da UFU.

A programação incluiu palestras, mesas-redondas e exposição de projetos. O evento reuniu estudantes, docentes, profissionais da área e empresas do setor aeronáutico. Participaram empresas como Embraer, Boeing, XMobots, Aviation Parts Executive, Maga Aviation, DARK e Akkodis (ambas de Paris), além da Chefia de Material de Aviação do Exército Brasileiro.

Todas as atividades ocorreram no anfiteatro 1BCG, no Campus Glória. Os alunos tiveram contato direto com profissionais que atuam em projetos de alta complexidade. Eles também conheceram o estado da arte da engenharia aeronáutica mundial.

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Carros voadores já são realidade?

Durante a “Aeroweek UFU”, uma das palestras foi “Aplicação de aerodinâmica computacional no desenvolvimento de aeronaves”. O palestrante foi Gabriel Guimarães, egresso da 19ª turma do curso e engenheiro aeronáutico.

Guimarães atua na Embraer como engenheiro de desenvolvimento de produto, no time de sistemas de propulsão. Há um ano, ele trabalha com simulação aerodinâmica de rotores no programa EVE. Este programa visa a criação de eVTOLs – veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, conhecidos como “carros voadores”.

Guimarães destaca que sua formação na UFU, especialmente as atividades extracurriculares, moldou o profissional que ele é hoje. Essa formação proporcionou a experiência necessária para atuar na Embraer. Ele afirma: “Eu fico feliz de ver que essa junção do que eu desenvolvi fora da sala de aula, que a UFU incentiva muito, e a própria sala de aula, que tem uma importância muito grande, me formou como engenheiro e que faz eu desenvolver o trabalho que faço hoje”.

O egresso contribui para posicionar a UFU como parte do avanço da indústria aeronáutica por meio do programa EVE. Ele também pontua que a UFU é uma das principais universidades na área de engenharia aeronáutica.

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Guimarães expressa satisfação em retornar à academia para trocar experiências com os estudantes. Ele comenta: “Eu estou muito feliz de estar aqui, de poder trazer a empresa que eu amo, poder mostrar a engenharia que a gente desenvolve aqui no Brasil e incentivar as pessoas a virem para a indústria, a contribuírem”.

Ele também observa o crescimento da universidade e o incentivo aos laboratórios. Guimarães, além de egresso, participou do projeto de extensão “Tucano Aerodesign” e desenvolveu pesquisas no Laboratório de Projetos de Aeronaves e Aeroelasticidade da Femec/UFU.

Aula não é só dentro de sala

Eventos como o “Aeroweek UFU” oferecem aos estudantes a oportunidade de conhecer a área profissional além da teoria. Isso permite visualizar aplicações reais, desafios tecnológicos e oportunidades futuras. Eles podem ter contato com profissionais experientes e conhecer tecnologias atuais.

Os estudantes podem compreender as demandas da indústria e visualizar possíveis caminhos para suas carreiras. Segundo a UFU, o coordenador do curso de Engenharia Aeronáutica, Higor Silva, comenta que oferecer esses momentos é fundamental para a formação dos alunos.

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Silva explica: “Esse tipo de experiência gera motivação, amplia horizontes e ajuda os estudantes a compreenderem a importância da engenharia no desenvolvimento da sociedade e da tecnologia. Muitos alunos saem desses eventos mais engajados com pesquisa, inovação e desenvolvimento profissional”.

Ele também enfatiza que a universidade tem um papel essencial na formação técnica, humana, profissional e estratégica dos futuros engenheiros.

O mercado aeronáutico

Outro objetivo do evento foi fortalecer conexões institucionais e prospectar futuras parcerias. Buscou-se ampliar projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com empresas da área. Os convidados da indústria conheceram a infraestrutura, os laboratórios e o potencial da universidade.

As discussões levantaram um ponto importante: o medo do “apagão técnico”. Silva comenta: “As empresas têm relatado uma necessidade crescente de profissionais altamente qualificados para garantir a continuidade e o avanço da indústria aeronáutica, que trabalha com engenharia de altíssima complexidade”.

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Nesse cenário, a aproximação entre universidade e indústria é essencial para motivar estudantes e atrair novos talentos. O objetivo é formar os engenheiros que liderarão o desenvolvimento tecnológico do Brasil nas próximas décadas. O coordenador está atento à demanda apresentada pelo grupo.

Ele ressalta que este é um compromisso do curso e da UFU. Silva afirma: “Enquanto instituição pública de ensino superior, nossa missão é formar capital humano altamente qualificado para contribuir com o desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do Brasil”.

Ele conclui: “Ao mesmo tempo, também buscamos colaborar diretamente com a indústria no desenvolvimento de novas tecnologias, soluções e pesquisas que impactem positivamente o futuro da engenharia nacional.”

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