**Cortejo Tecendo Territórios encerra a 6ª Teia Nacional**
O Cortejo Tecendo Territórios pela Justiça Climática marcou o encerramento da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura em Aracruz (ES). De acordo com o Ministério da Cultura, o evento reforçou a política cultural brasileira e destacou a importância dos territórios e povos originários.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que o encontro fortaleceu a conexão entre comunidades e ampliou o reconhecimento das culturas tradicionais. O programa Cultura Viva, que passou de 4 mil para 16 mil pontos, também foi destacado como exemplo de política cultural comunitária.
**Articulação de saberes e territórios**
A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, afirmou que o legado do evento foi a integração entre diferentes saberes e instituições. Uma carta sobre justiça climática foi pactuada, reforçando a responsabilidade coletiva.
O cortejo reuniu indígenas, grupos culturais e representantes de comunidades tradicionais. Leandro Anton, coordenador-geral do Cultura Viva, destacou a importância da mobilização nas ruas e da participação comunitária.
**Visibilidade e resistência cultural**
Beatriz Santos, mestra do Grupo de Congo Madalena do Jucu, enfatizou a resistência cultural desde 1952. Já Bruno Tupiniquim, representante da Aldeia Irajá, destacou o vínculo ancestral com o território e a valorização dos povos indígenas.
Para Kaio César de Paulo Rocha, do Ponto de Cultura Ilè Àgàbà Osún Asé Ògòdò, a Teia foi uma experiência transformadora. Ele ressaltou a importância do encontro para o reconhecimento de direitos e culturas.
**Sobre a Teia Nacional**
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reuniu agentes culturais, mestres e gestores públicos de todo o Brasil. O evento foi realizado pelo Ministério da Cultura em parceria com o Governo do Espírito Santo, a Prefeitura de Aracruz e instituições como a Unesco e o Sesc.
