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A 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNArq), realizada em Brasília entre 26 e 28 de maio, debateu o papel dos arquivos como instrumentos de cidadania e democracia. O evento, organizado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), reuniu autoridades e especialistas para discutir políticas de preservação da memória e acesso à informação.
De acordo com a ministra Esther Dweck, titular do MGI, “os arquivos são instrumentos de gestão, transparência e cidadania”. Ela destacou a importância da preservação documental para o planejamento do Estado e anunciou a criação de três unidades regionais do Arquivo Nacional em Manaus, Salvador e Porto Alegre.
A conferência contou com a participação de ministras como Margareth Menezes (Cultura), Raquel Barros (Igualdade Racial) e Janine Mello (Direitos Humanos e Cidadania). Monica Lima, diretora-geral do Arquivo Nacional, ressaltou que o evento foi precedido por 24 etapas estaduais e 10 conferências livres nacionais.
Memória e direitos humanos
Janine Mello relacionou arquivos públicos à garantia de direitos humanos. “Democracias fortes dependem da capacidade de produção da memória pública sobre si mesmas”, afirmou. A ministra destacou que a preservação documental permite conhecer e enfrentar processos de exclusão.
Raquel Barros abordou o apagamento histórico da população negra, citando as “árvores do esquecimento” usadas no período escravocrata. “Quando histórias não são preservadas, o que se produz é exclusão histórica e negação da cidadania”, disse.
Durante o evento, foi lançado o Edital Brasil Arquivos, com investimento de R$ 1,4 milhão para preservação de acervos em todo o país. A iniciativa selecionará 20 projetos de arquivos públicos, privados e comunitários.
A conferência ocorreu 15 anos após a primeira edição e reuniu cerca de 500 participantes, incluindo delegados eleitos nas etapas preparatórias. O encontro teve apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
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