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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) realizou uma pesquisa de campo em Cataguases (MG) para avançar na comunicação de riscos e preparação para desastres. O workshop do Projeto COPE ocorreu no dia 14 de maio, reunindo secretários municipais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.
De acordo com o Cemaden, o evento discutiu estratégias de preparação intersetorial para eventos extremos de tempo e clima. A atividade foi coordenada pelo sociólogo Victor Marchezini, pesquisador do Cemaden, em parceria com a Prefeitura de Cataguases.
Além do workshop, a equipe percorreu bairros e distritos para entrevistar moradores e gestores sobre percepção de riscos. O objetivo foi validar mapeamentos e aprimorar a comunicação entre setores públicos.
Resultados preliminares
Adriano Mota Ferreira, bolsista da FAPESP, destacou a necessidade de integração entre secretarias municipais. “É preciso debater novos usos para os mapeamentos de risco, com interoperabilidade dos dados”, afirmou.
As entrevistas revelaram desafios, como a disseminação de desinformação durante desastres. A doutoranda Monique Sampaio, do INPE, ressaltou que o problema foi identificado em relatos de moradores e agentes públicos.
Sobre o Projeto COPE
Financiado pela FAPESP, o projeto tem vigência até agosto de 2028 e busca subsidiar políticas públicas para eventos extremos. A iniciativa reúne cientistas, gestores e sociedade civil no desenvolvimento de sistemas de alerta.
A equipe inclui pesquisadores do Cemaden, professores de instituições como Unesp e INPE, além de representantes da Defesa Civil. O projeto também está vinculado a programas de pós-graduação em desastres e ciência do sistema terrestre.
Próximas etapas
O Projeto COPE participará do II Seminário Nacional de Avaliação de Alertas do Cemaden, entre 1 e 3 de julho de 2026, em São José dos Campos (SP). O evento terá oficinas e sessões interativas sobre comunicação de riscos.
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