Professores municipais de BH continuam em greve e organizam vigília na prefeitura

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Professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram, em assembleia, pela continuidade da greve que se aproxima de um mês. A categoria também agendou uma vigília para esta quarta-feira (27) em frente à prefeitura e uma nova assembleia para a manhã de quinta-feira (28), às 8h30, na Praça da Liberdade. A paralisação persiste devido à falta de acordo entre o sindicato e o Executivo municipal.

Além da vigília, os trabalhadores planejam participar do ato unificado pelo fim da escala 6×1, agendado para as 17h desta quarta-feira, na Praça Sete. A paralisação segue sem um acordo definido entre as partes, com as negociações em um impasse. A categoria busca pressionar a prefeitura para atender às suas reivindicações, que vão além de questões salariais e envolvem a estrutura da educação municipal.

De acordo com informações do jornal O Tempo, o Sind-Rede/BH afirmou em comunicado que a greve continua mesmo com o anúncio de corte de ponto dos servidores. O sindicato informou que pretende discutir com a prefeitura e órgãos de controle formas de garantir a reposição do calendário escolar, minimizando os impactos para os alunos da rede de ensino.

O principal impasse nas negociações está relacionado à atuação das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) na educação inclusiva e ao modelo de contratação dos profissionais de apoio para estudantes com deficiência. O sindicato cobra mais transparência nos contratos, critérios claros para contratação e garantias de que profissionais das OSCs não assumirão funções pedagógicas, que são de responsabilidade dos professores.

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Outro ponto de preocupação da categoria envolve a reorganização da educação infantil. Segundo o Sind-Rede/BH, professores relatam apreensão com possíveis mudanças na jornada de trabalho e o risco de se tornarem excedentes em suas escolas de lotação. Essas questões estruturais são centrais para o movimento grevista, que busca garantias sobre as condições de trabalho e a organização da rede.

PBH diz ter atendido reivindicações prioritárias

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou a manutenção da greve e afirmou que já atendeu as sete propostas prioritárias apresentadas pela categoria. “A administração municipal acatou todas as sete propostas prioritárias apresentadas pelo sindicato representante da categoria, em uma demonstração de valorização dos profissionais e esforço financeiro”, informou a prefeitura, que também destacou a realização de várias reuniões para encerrar a paralisação.

A prefeitura também ressaltou que o reajuste oferecido aos profissionais chegou a 6,61%, sendo 2,4% concedidos em fevereiro e outros 4,11% a partir de maio. Entre os pontos que a administração municipal afirma ter atendido estão:

  • criação de comitê para acompanhar a transição dos profissionais terceirizados;
  • proposta de alteração na Lei Orgânica para impedir substituição de professores da educação infantil;
  • avanço funcional para servidores com mestrado e doutorado;
  • divulgação trimestral do quadro de vagas da educação;
  • criação de norma para uso de recursos das caixas escolares;
  • abertura de discussão sobre contratação de psicólogos e assistentes sociais;
  • possibilidade de cumprimento de parte da jornada extraclasse em casa para professores da educação infantil.

O Sind-Rede/BH, por sua vez, rebate a versão da prefeitura, afirmando que a pauta completa da greve possui 78 itens. O sindicato sustenta que os pontos anunciados pelo governo municipal representam apenas propostas de futuras comissões ou protocolos que ainda não foram implementados de forma prática. A entidade nega que a greve tenha motivação político-sindical, como sugerido pela secretária de Educação.

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