MIDR envia técnicos para agilizar resposta ao desastre

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) enviou técnicos a Roraima para agilizar a resposta aos estragos causados pelas chuvas intensas no estado. De acordo com o ministério, a equipe foi acionada pelo Grupo de Apoio a Desastres (Gade) e atuará no monitoramento e no apoio às ações emergenciais.

Em Boa Vista, servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) participaram de reuniões com a Defesa Civil estadual para alinhar as medidas de resposta. A previsão é de mais chuvas nos próximos dias, com acumulados entre 50 e 100 milímetros diários em algumas regiões.

Segundo o MIDR, os técnicos auxiliarão nos processos de solicitação de reconhecimento federal de situação de emergência, elaboração de planos de trabalho e liberação de recursos para assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução.

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Na sexta-feira (29), a Sedec elevou o nível operacional do Departamento de Preparação e Socorro (DPS) para alerta laranja. O órgão mantém contato diário com agências federais e defesas civis municipais para acompanhar a situação.

Impactos das chuvas em Roraima

As chuvas acima da média histórica já causaram alagamentos, inundações, rompimento de pontes e bueiros, além de interrupções em rodovias e estradas vicinais. Comunidades indígenas e rurais estão isoladas, e 18 pontos críticos são monitorados, incluindo bloqueios totais e parciais em vias de acesso.

Os municípios mais afetados são Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis. De acordo com a Defesa Civil estadual, mais de 5,6 mil pessoas foram impactadas, mas não há registro de mortes.

Em Bonfim, cerca de cem famílias estão isoladas na região do Jacamim. Em Uiramutã, o acesso terrestre de indígenas está comprometido, e em Normandia, comunidades às margens do Rio Mau foram atingidas pelas cheias.

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Alerta para os próximos dias

A previsão indica chuva intensa até a próxima terça-feira (2), principalmente no centro-norte de Roraima. Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista são os municípios com maior risco.

“É importante que a população fique atenta aos alertas enviados pelas defesas civis, evite áreas alagadas, não se abrigue em árvores e, em caso de trincas e rachaduras nas paredes ou aumento do nível do rio próximo da residência, saia de casa e procure um abrigo seguro”, afirmou Tiago Molina Schnorr, coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Nacional.

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