O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação. A medida, resultado de mais de duas décadas de negociações, amplia as oportunidades para as exportações de carnes bovina e suína do Brasil para o mercado chinês e foi comunicada durante uma visita oficial do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país asiático.
De acordo com informações do jornal O Tempo, a decisão amplia as oportunidades para exportações de produtos como miúdos e carne com osso. O reconhecimento acontece um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) também ter concedido ao Brasil o status de país livre da doença sem a necessidade de vacinação, fortalecendo as relações sanitárias e comerciais entre as nações.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o reconhecimento é fruto do diálogo técnico e institucional entre os dois países. “Esse foi um dos principais temas que levamos como prioridade durante nossa recente missão à China. Tivemos reuniões longas e produtivas com os ministros da Agricultura e do Comércio, e essa era uma das reivindicações mais importantes que apresentamos. Por isso, temos razões de sobra para celebrar esse resultado”, afirmou.
A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com um volume de negócios que superou US$ 50 bilhões. A validação do status sanitário do Brasil pelo governo chinês reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e contribui para o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, consolidando a relação comercial bilateral.
Relação bilateral
Em uma missão presidencial recente à China, os dois países assinaram um memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da China. O documento, focado na área de medidas sanitárias e fitossanitárias, foi um passo importante para reforçar o diálogo técnico e avançar em pautas de interesse para o setor agrícola brasileiro no mercado chinês.
