UFJF estabelece acordos com quatro universidades africanas para cooperação acadêmica

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A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estabeleceu acordos de cooperação com quatro universidades africanas. A instituição também avançou em negociações com outras entidades, visando futuras parcerias acadêmicas e científicas. Essas ações são resultado do 1º Fórum de Reitores Brasil–África, realizado em Brasília entre os dias 25 e 27 de maio.

O evento, uma iniciativa do Governo Federal, reuniu reitores e representantes do Brasil e de países africanos. A reitora da UFJF, Girlene Alves, e o diretor de Relações Internacionais da UFJF, Alexandre Cadilhe, participaram do encontro.

Cerca de 130 reitores brasileiros e africanos, de mais de 30 países, estiveram presentes. Segundo a reitora Girlene Alves, a UFJF saiu do evento com expectativas positivas em relação à educação, formação e troca de conhecimentos.

Um dos anúncios do encontro foi a criação do programa Capes Move África. Este programa visa ampliar a mobilidade acadêmica e científica entre o Brasil e os países africanos, com um investimento de R$ 47 milhões.

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A partir de 2027, o programa permitirá que 2.600 pós-graduandos africanos venham para universidades brasileiras. Serão oferecidas bolsas de mestrado e doutorado sanduíche, conforme informações da UFJF.

UFJF celebra acordo com a Universidade Afro-Americana da África Central, da Guiné Equatorial

O Fórum incluiu reuniões bilaterais, seminários, oficinas e debates. Os temas abordados foram mobilidade estudantil, internacionalização da educação superior, inteligência artificial, energias renováveis, saúde pública, agricultura, ciências humanas, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável.

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A abertura do evento contou com a presença do presidente Lula, ministros e do Secretário de Ensino Superior (Sesu), professor Marcus David, que é ex-reitor da UFJF.

Acordos assinados

A UFJF formalizou acordos de cooperação com a Universidade Afro-Americana da África Central (Guiné Equatorial), a Universidade Católica de Moçambique, a Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique) e a Université de Lomé (Togo).

Encontro entre universidades brasileiras e africanas teve coordenação do ex-reitor da UFJF, secretário de Educação Superior, Marcus David

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De acordo com Alexandre Cadilhe, as reuniões confirmaram o interesse em áreas como internacionalização da educação superior, formação docente, saúde, direitos humanos e políticas linguísticas. Também foram discutidas engenharias, ciências humanas e sociais.

Além dos acordos firmados, a UFJF intensificou negociações com a Universidade de Santiago, em Cabo Verde, e com a Universidade Católica de Angola. Durante o Fórum, o diretor também apresentou um simpósio temático sobre internacionalização da educação superior.

Carta de compromisso

Ao final do encontro, os participantes elaboraram a “Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil–África“. Este documento estabelece compromissos e diretrizes para futuras ações de cooperação acadêmica, científica, tecnológica e cultural.

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Uma das parcerias firmadas durante o encontro foi com a Universidade Católica de Moçambique

A reitora Girlene Alves afirmou que o evento permitiu que universidades africanas e brasileiras apresentassem suas potencialidades e necessidades de cooperação. Ela também destacou o compromisso do Governo Federal em promover essa aproximação.

A iniciativa visa ampliar as relações diplomáticas, culturais e científicas entre o Brasil e a África. Para mais informações, acesse a Diretoria de Relações Internacionais da UFJF.

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