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Encontro em Caetanópolis discute regulamentação do extrativismo do minhocuçu

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Um encontro em Caetanópolis (MG) discutiu a regulamentação do extrativismo sustentável do minhocuçu, atividade tradicional que envolve cerca de 3.000 famílias em 17 municípios mineiros. O debate reuniu extrativistas, representantes do governo federal e instituições de pesquisa para tratar de questões como conflitos territoriais e manejo ambiental.

De acordo com a Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil (DPSC), o evento ocorreu no Shopping da Minhoca, espaço que centraliza a comercialização e organização dos trabalhadores. Participaram cerca de 300 pessoas, incluindo artesãos, pesquisadores da UFMG e integrantes de comunidades tradicionais, como o Quilombo da Pontinha.

Os extrativistas relataram problemas como insegurança jurídica, detenções arbitrárias e interferências químicas no solo, que prejudicam a coleta do minhocuçu. A falta de regulamentação federal, segundo eles, dificulta a formalização da atividade, que é transmitida entre gerações há décadas.

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Práticas sustentáveis e desafios

Desde 2006, os extrativistas adotam acordos de manejo sustentável, incluindo um defeso voluntário durante o período de chuvas para preservar a reprodução da espécie. A prática, chamada de “regulamentação cidadã”, é realizada com apoio técnico da UFMG.

O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019, também impactou a atividade, afetando a bacia do Rio Paraopeba. Recentemente, os trabalhadores foram incluídos em programas de reparação e transferência de renda.

Ramon Jung Pereira, coordenador-geral da DPSC, destacou que a falta de regulamentação e os impactos do desastre ambiental criam desafios adicionais para os extrativistas, pressionando seus modos de vida tradicionais.

Demandas e encaminhamentos

Além da regulamentação, os participantes abordaram questões como infraestrutura e acesso à energia elétrica. Marilei Alves, liderança local, afirmou que a rede elétrica está a 700 metros do território comercial, elevando custos operacionais.

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A DPSC se comprometeu a encaminhar relatórios técnicos aos órgãos ambientais competentes, visando avançar na regulamentação da atividade. A medida pode facilitar o cooperativismo, a formalização de associações e o acesso a parcerias.

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