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O Governo do Brasil intensificou as ações de repressão ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, ultrapassando mil operações desde março. De acordo com a Casa Civil, as ações resultaram em prejuízos estimados em R$ 93,3 milhões para a atividade criminosa.
As 1.090 operações envolveram ministérios, forças de segurança e órgãos federais. Entre os materiais apreendidos ou inutilizados estão 29 escavadeiras hidráulicas, 284 geradores, 345 maquinários leves, 726 motores de garimpo e 81 motocicletas.
Segundo a coordenação da operação, 124 pessoas foram levadas à Delegacia da Polícia Federal, sendo 45 autuadas em flagrante por envolvimento com garimpo irregular ou posse de equipamentos ilegais.
Garimpo de filão
Dados da Casa Civil indicam que mais de 1,5 tonelada de explosivos foi encontrada durante as operações. O material estava sendo usado no método conhecido como “garimpo de filão”, que utiliza detonações para extração de ouro.
Nilton Tubino, responsável pela coordenação da força-tarefa, afirmou que a atuação é contínua e diversificada. “Estamos atuando em várias frentes para desarticular tudo aquilo que a atividade criminosa promoveu no território”, disse.
A Terra Indígena Sararé abriga 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Dos 67 mil hectares do território, 4.200 foram impactados pelo garimpo ilegal.
A operação tem como objetivo garantir a segurança dos indígenas e a preservação do território, homologado em 1985. Nos últimos anos, a região enfrenta conflitos devido à exploração ilegal de ouro.
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