Reprodução | UFTM
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Projeto da UFTM e escola municipal combate violência com participação de estudantes

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Alunos do 7º e 8º ano da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes apresentaram, no final de maio, os resultados do Projeto de Ensino de Combate à Violência na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A iniciativa é uma colaboração entre a escola e o curso de Psicologia da UFTM.

A apresentação ocorreu nas dependências da UFTM, envolvendo discentes do 1º período de Psicologia, sob a supervisão do professor Ailton Aragão. A atividade foi realizada durante a disciplina de Filosofia, com o apoio da equipe de estágio de Políticas Públicas III, coordenada pela professora Raquel Pondian Tizzei.

De acordo com os organizadores, o projeto visa promover um intercâmbio pedagógico entre a educação básica e o ensino superior. Outro objetivo central é validar o protagonismo juvenil nas ações de combate à violência em diversos contextos.

A ação consistiu na exposição de resultados práticos de um projeto de intervenção focado na diminuição da violência. Para isso, o primeiro passo é abordar o tema e identificar os tipos de violência, sua ocorrência no ambiente escolar e familiar.

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Também é fundamental saber identificar os sentimentos da vítima e do agressor. Durante a visita, os adolescentes atuaram como protagonistas, apresentando cartazes e cartilhas sobre causas, impactos e formas de combate a diferentes tipos de violência.

Entre os tipos de violência abordados estavam a física, verbal, patrimonial, bullying e racismo. A iniciativa busca capacitar os jovens a reconhecer e enfrentar essas situações em seu cotidiano e na comunidade.

A professora de referência da escola, Lindea Pereira Ramos, acompanhou os alunos. A colaboração com o curso de Psicologia da UFTM reforça a importância da interdisciplinaridade na abordagem de temas sociais relevantes.

Segundo Ailton Aragão, o projeto justifica-se pela necessidade de fortalecer a autoestima social dos estudantes de escolas públicas. Ele destaca que a universidade federal deve ser vista como um espaço acessível, de direito e pertencente ao futuro desses alunos.

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Aragão afirmou que a metodologia inverteu a lógica tradicional: “em vez de a universidade ir à escola palestrar, os alunos da educação básica (após um longo processo de reflexão inspirado na obra ‘Escritores da Liberdade’ e na produção de materiais psicoeducativos) foram à UFTM para conduzir o debate.”

A integração com a disciplina de Filosofia do 1º período proporcionou um espaço de escuta ativa e reflexão conjunta. Conforme Aragão, os futuros psicólogos puderam aprender diretamente com as vivências dos adolescentes, fortalecendo a ponte afetiva e científica entre a escola e a academia.

Imagens: Maria Clara Junqueira de Sousa/UFTM

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