“`
Produtores de café em Minas Gerais enfrentam danos nas lavouras devido às recentes chuvas de granizo. O fenômeno causou desfolhamento, quebra de ramos e comprometimento de frutos, afetando áreas inteiras de produção em um período crucial para a recuperação pós-colheita.
De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, regiões como o Sul de Minas e a Zona da Mata são mais suscetíveis a tempestades com granizo devido ao relevo acidentado. Ele alerta que condições atípicas podem manter a possibilidade de novas ocorrências nos próximos dias.
Ações iniciais
O Conselho Nacional do Café (CNC) recomenda que os produtores avaliem criteriosamente os danos antes de tomar medidas. Em casos leves, com perda parcial de folhas, a orientação é manter os tratos culturais, reforçando nutrição e monitoramento fitossanitário.
Em áreas mais atingidas, onde houve quebra significativa de ramos, pode ser necessária a realização de podas seletivas. Outro risco é o aumento de doenças, já que os ferimentos causados pelo granizo facilitam a entrada de fungos e bactérias.
El Niño e impactos futuros
A chegada do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 pode alterar o regime de chuvas em regiões produtoras. Em Minas Gerais, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar a floração e o enchimento dos grãos de café.
Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura (Seapa), os produtores devem revisar o planejamento da próxima safra. Entre as medidas sugeridas estão práticas de conservação de umidade do solo, uso de cultivares tolerantes à seca e planejamento de irrigação, quando possível.
Feliciano Nogueira, superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, reforça a importância de estratégias para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos. Ele cita programas de irrigação sustentável e revitalização de bacias hidrográficas como iniciativas que podem aumentar a resiliência das propriedades rurais.
“`
