Mais de 600 pessoas participam nos dias 23 e 24 de junho no campus Pampulha da UFMG do III Congresso Brasileiro de Defesa da Vacinação e do I Congresso Internacional de Imunização. O evento discute estratégias para fortalecer as ações de vacinação em Minas Gerais, no Brasil e no cenário global.
De acordo com a UFMG, o encontro é promovido pelo Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (Opesv) da Escola de Enfermagem, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e com apoio da Organização Pan-americana da Saúde (Opas). As vagas se esgotaram em menos de 24 horas.
A coordenadora do Opesv, Fernanda Penido Matozinhos, afirma que o congresso amplia discussões realizadas em oficinas pelo projeto em Minas Gerais. Entre os temas estão queda nas coberturas vacinais, hesitação vacinal, desinformação, desigualdades territoriais e inovações globais em imunização.
“Ao incorporar o I Congresso Internacional de Imunização, o evento amplia esse debate para o campo da saúde global, promovendo o diálogo entre a experiência brasileira e abordagens internacionais”, disse Fernanda Penido.
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES/MG, Eduardo Campos Prosdocimi, destacou a parceria de seis anos com a UFMG. “Nossas oficinas visam ao aumento das coberturas vacinais e à valorização das boas práticas em vacinação”, afirmou.
Programação e reconhecimento
A programação do evento inclui palestras, mesas-redondas e atividades interativas com profissionais de saúde da Opas, Ministério da Saúde, SES-MG e outras instituições.
No dia 23 de junho, ocorre a abertura com representantes do Ministério da Saúde, Opas e SES-MG. No mesmo dia será lançada a segunda edição da Revista de experiências exitosas para o aumento das coberturas vacinais em Minas Gerais.
Segundo a UFMG, o Opesv já percorreu 50 mil quilômetros em Minas Gerais nos últimos quatro anos, alcançando 28 unidades regionais de saúde. Quase cinco mil profissionais foram capacitados em treinamentos e oficinas.
Eduardo Prosdocimi afirmou que os dados mostram melhora nas coberturas vacinais em Minas Gerais entre 2022 e 2025. “Isso é resultado de investimentos, inovação e integração entre ensino e serviço”, disse o subsecretário.
