Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional (PPGMC) conquistou conceito 6 na avaliação quadrienal 2021-2024 (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)
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PPGMC da UFJF comemora 20 anos e alcança conceito 6 na Capes

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O Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional (PPGMC) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) alcançou o conceito 6 na avaliação quadrienal 2021-2024 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Este reconhecimento é concedido a programas com padrão de excelência e inserção internacional. O PPGMC, criado há 20 anos, integra diferentes áreas do conhecimento para resolver problemas complexos por meio da ciência.

O programa forma mestres e doutores que combinam matemática, computação e áreas aplicadas. O objetivo é desenvolver soluções para desafios científicos, tecnológicos e industriais.

A celebração dos 20 anos do PPGMC ocorreu nesta quinta-feira, 25, na unidade. O evento reuniu docentes, estudantes, técnicos e representantes da Administração Superior da UFJF.

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A mesa foi composta pela reitora, professora Girlene Alves; pela pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, professora Priscila Pinto; pelo diretor do Instituto de Ciências Exatas, professor Wilson Melo; e pelo diretor da Faculdade de Engenharia, professor Henrique Braga.

De acordo com a UFJF, a reitora Girlene Alves destacou que os 20 anos do programa reforçam a importância do investimento público em ciência, pesquisa e educação superior.

Ela ressaltou o papel da universidade pública na produção científica brasileira e na transformação social. “Se a universidade não produzir ciência para mudar a vida das pessoas, ela perde seu sentido”, afirmou a reitora.

Girlene Alves acrescentou que “Mais de 90% das pesquisas realizadas no Brasil são feitas nas universidades públicas. Por isso, celebrar essa trajetória é também defender a ciência e a educação pública”.

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Diretores e representantes da Administração Superior destacaram o trabalho interdisciplinar do programa ao longo das duas décadas (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

Priscila Pinto, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, enfatizou o caráter interdisciplinar do programa e o esforço coletivo para alcançar a excelência acadêmica.

Segundo ela, o PPGMC é um exemplo de integração entre diferentes áreas do conhecimento e unidades acadêmicas da UFJF. “Chegar ao conceito 6 foi um grande desafio, mas mantê-lo será um desafio ainda maior”, afirmou, destacando o corpo docente ativo.

Programa interdisciplinar

A trajetória do programa demonstra crescimento contínuo. Criado em 2006 com conceito 3 na avaliação da Capes, evoluiu para os conceitos 4 e 5, até atingir a nota 6.

O conceito 6 é concedido a cursos de mestrado e doutorado que apresentam excelência acadêmica, forte liderança nacional e inserção internacional.

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Segundo o professor Rodrigo Weber, os 20 anos de programa é resultado de um trabalho competente de docentes e discentes (Foto: Carolina de Paula)

Com o novo conceito, o PPGMC integra o grupo de programas brasileiros de padrão internacional. Ele se consolida como uma das principais referências em Modelagem Computacional no país.

As linhas de pesquisa do programa, Métodos Numéricos Aplicados e Sistemas Computacionais Aplicados, apoiam estudos em diversas áreas do conhecimento.

Elas contribuem para a produção científica, inovação e criação de tecnologias para demandas da academia, indústria e sociedade. A coordenadora do programa, professora Flávia Bastos, do Departamento de Mecânica Aplicada e Computacional, comentou sobre a interdisciplinaridade.

“Somos um programa interdisciplinar. É muito comum trabalharmos com estudantes de diversas áreas e profissionais, em sinergia. O que destacamos também é a cooperação com outras universidades, empresas, atingindo diversos segmentos da sociedade: na saúde, tecnologia e ciência”, exemplifica Flávia Bastos.

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Para o professor Rodrigo Weber, do Departamento de Ciência da Computação da UFJF e um dos fundadores do programa, o reconhecimento é resultado de duas décadas de trabalho coletivo.

Ele lembra que o programa surgiu quando o país iniciava a expansão da pós-graduação em Modelagem Computacional. Havia a necessidade de fortalecer a pesquisa científica na instituição e ampliar a formação de pesquisadores qualificados.

“A gente queria fazer pesquisa de ponta. Foi uma necessidade. Queríamos continuar formando pessoas de grande capacidade intelectual e criar um ambiente que permitisse o desenvolvimento de pesquisas de excelência”, disse Rodrigo Weber.

Após 20 anos, a consolidação do programa gera um sentimento de realização para os participantes de sua criação. A evolução do PPGMC é fruto do empenho de docentes, pesquisadores, estudantes e técnicos.

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Eles contribuíram para o fortalecimento do programa ao longo das duas décadas. “Eu fico muito feliz por ter participado da criação do programa desde o zero”, afirmou Weber.

Ele acrescentou: “Não era algo que a gente sonhava quando se formava, mas surgiu da necessidade de fazer ciência. Hoje, olhando para trás, a sensação é de que deu tudo certo.”

“Esse crescimento só foi possível com muita dedicação e competência. Fazer pesquisa no Brasil é um desafio constante, e aumentar continuamente o reconhecimento do programa, formando alunos e produzindo pesquisa de alto nível, exige um esforço coletivo muito grande”, refletiu Weber.

Pesquisa de ponta

A qualidade das pesquisas desenvolvidas no PPGMC é observada nos trabalhos de docentes e estudantes. Entre eles, destaca-se a pesquisa do doutorando Anderson de Moura Ribeiro.

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Ele é integrante do Laboratório de Matemática Aplicada e desenvolve estudos voltados ao setor de óleo e gás. A pesquisa busca aperfeiçoar estratégias de injeção de água e gás para aumentar a recuperação de petróleo em reservatórios.

Grupo de docentes da UFJF quando o programa estava sendo idealizado no início dos anos 2000 (Foto: arquivo pessoal)

O trabalho envolve experimentos em laboratório e aplicação de modelos computacionais em escala de reservatório. Ele investiga incertezas nos parâmetros usados pela indústria petrolífera.

“A gente estuda novas estratégias de injeção de gás e água para melhorar a recuperação de petróleo. Fazemos estudos em escala experimental, analisando os modelos utilizados em softwares comerciais de engenharia de petróleo, investigando as incertezas associadas a esses parâmetros e, depois, estendendo esse conhecimento para a escala de reservatórios, que é aplicada na prática”, explica Ribeiro.

Segundo o discente, a natureza multidisciplinar do programa é um diferencial na formação dos pesquisadores. Ela se concentra em matemática, computação e física, áreas importantes para a modelagem computacional.

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“A física representa a aplicação das ferramentas desenvolvidas, e isso permite atuar em diversas áreas. A minha pesquisa é voltada para o setor de óleo e gás, mas existem muitos outros campos de pesquisa dentro do programa”, complementa o doutorando.

Luis Paulo da Silva Barra atuou como pró-reitor adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa por quase 8 anos (Foto: UFJF)

Prédio Luis Paulo da Silva Barra

As comemorações incluíram uma homenagem ao professor Luis Paulo da Silva Barra, falecido em 2023. O prédio do programa, no campus da UFJF, próximo ao Instituto de Ciências Exatas e à Faculdade de Engenharia, recebeu o nome do docente.

Esta homenagem reconhece sua contribuição para a criação e consolidação do PPGMC. Luis Paulo da Silva Barra graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1987.

Ele concluiu mestrado em 1990, doutorado em 1996 e pós-doutorado em 2010, todos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua carreira foi marcada por pesquisas em Mecânica da Fratura, Dinâmica, Método dos Elementos de Contorno e Funções de Green.

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Ele se tornou referência em sua área como pesquisador e professor na UFJF. A reitora Girlene Alves ressaltou que a homenagem representa o reconhecimento a um professor dedicado à universidade pública.

“Esta homenagem a ele diz muito sobre o reconhecimento de uma pessoa com vocação para o serviço público e para a docência de uma universidade pública. Ele tinha um jeito muito particular na sua divergência, de ir contra o consenso.”

“Ele entendia que a educação era a única possibilidade de transformar a sociedade. Era inquieto também para que as pesquisas saíssem das prateleiras dos laboratórios”, destacou a reitora.

Prédio que abriga o programa passa a levar o nome do docente, reconhecendo sua contribuição para a criação e consolidação do PPGMC (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

A solenidade contou com a presença da esposa, Renata Barra, e dos filhos do professor. Eles agradeceram a homenagem e destacaram a importância da iniciativa para preservar sua memória e legado.

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“O Luis Paulo era muito intenso nas escolhas que ele fazia. O trabalho na Universidade, principalmente na sua dimensão coletiva, era muito importante para ele. O Luis Paulo acreditava que a educação, sendo trabalhada interdisciplinarmente, era o que poderia melhorar o mundo”, afirmou Renata.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 2102-3481 ou no site do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional (PPGMC).

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