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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lançou novas diretrizes para fortalecer o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no combate à fome e à insegurança alimentar. O documento “Recomendações para Qualificação das Ações de Segurança Alimentar e Nutricional no SUAS” foi detalhado no podcast Fala MDS.
De acordo com Gisele Bortolini, coordenadora-geral de Promoção da Alimentação Saudável do MDS, o Brasil saiu do Mapa da Fome em 2024, mas a erradicação da insegurança alimentar grave ainda é um desafio. “Ainda tem muita gente que acorda sem saber se vai conseguir fazer uma refeição”, afirmou.
As novas diretrizes foram elaboradas para profissionais que atuam na linha de frente, como os trabalhadores dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). O documento visa subsidiar a prática desses agentes públicos.
Segundo Bortolini, a fome não deve ser tratada apenas como uma emergência pontual. “Ela revela uma violação de direito mesmo. Por trás do pedido de comida, pode haver falta de renda, desemprego, moradia precária”, destacou.
Protocolo humanizado e emancipação
O MDS defende um protocolo claro e humanizado para evitar constrangimentos aos cidadãos que buscam ajuda. “As recomendações ajudam a responder perguntas muito concretas, como identificar se uma família está passando fome”, explicou a coordenadora.
Bortolini ressaltou que a assistência social deve buscar a emancipação dos beneficiários. “A cesta resolve a fome daquele dia, mas a proteção social precisa ajudar a reconstruir os caminhos dessas famílias”, completou.
Para a construção do documento, o MDS ouviu representantes de municípios, especialistas, trabalhadores e gestores. A participação garantiu que o material refletisse as necessidades das diversas regiões brasileiras.
“Para garantir o direito humano à alimentação adequada, precisamos garantir que essa comida seja de qualidade, respeite a cultura alimentar local e considere necessidades específicas”, afirmou Bortolini.
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