**Casa oferece endereço para pessoas antes não mapeadas**
A vida de Daniele da Silva, moradora da comunidade Nova Esperança, em Campo Grande (MS), mudou quando ela finalmente conseguiu um CEP para sua casa. Antes, seu endereço não existia oficialmente, dificultando cadastros, entregas e acesso a serviços públicos. “Quando a gente só fala que mora numa comunidade, parece que a gente não é nada”, comenta Daniele, aliviada com a mudança.
Segundo o Ministério das Cidades, o programa CEP para TODOS, desenvolvido em parceria com os Correios e o Ministério das Comunicações, está transformando a realidade de milhões de brasileiros. A iniciativa já garantiu 12.348 CEPs gerais para 656 cidades, beneficiando 16,3 milhões de pessoas.
Etapas avançadas do programa
Agora, o projeto avança para fases mais detalhadas, incluindo mapeamento interno de ruas e abertura de agências dos Correios em comunidades. Até o momento, mais de mil CEPs foram criados em 12 cidades de 11 estados, formalizando endereços que antes só existiam na memória dos moradores.
Em Sobradinho (DF), no loteamento Dorothy Stang, ruas que carregavam nomes escolhidos pela comunidade ganharam reconhecimento oficial. “A quadra Liberdade, por exemplo, é porque foi o que a gente sempre quis: liberdade para permanecer aqui”, explica Rita de Cássia Borges, uma das moradoras mais antigas.
Para empreendedores como Roseane Ferreira, o CEP trouxe oportunidades. “Com o endereço certo, posso divulgar melhor meu negócio e receber produtos”, comemora.
Correios chegam às periferias
Em Embu das Artes (SP), o Jardim do Colégio inaugurou a primeira agência dos Correios em uma comunidade periférica. O espaço facilita o envio e recebimento de encomendas, além de impulsionar pequenos negócios locais.
O CEP para TODOS não apenas organiza ruas no sistema, mas também reconhece a história e a identidade desses territórios. Casa, afinal, é mais que um lugar para morar — é endereço, memória e pertencimento.
*Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades*
