O Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) realizou uma audiência sobre Alimentação Escolar no Campus Betim, no dia 1º de julho. O evento teve como objetivo fortalecer a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) na instituição e discutir melhorias no atendimento aos estudantes.
A audiência contou com a participação de alunos, servidores, gestores, representantes da Assistência Estudantil e Grêmio dos campi, nutricionistas e membros da comunidade. O diretor-geral do Campus Betim, Reginaldo Ferreira, deu as boas-vindas e destacou a importância da participação acadêmica.
De acordo com o IFMG, o pró-reitor de Ensino, Mário Alvarenga, abordou o caráter desafiador do tema. Ele afirmou que, apesar dos obstáculos financeiros e da escassez de recursos, é necessário priorizar o avanço na melhoria da alimentação no Instituto.
O reitor substituto e pró-reitor de Extensão, Esporte e Cultura, José Roberto de Paula, ressaltou o compromisso da gestão. Ele afirmou que a pauta foi definida como primordial pelo reitor Rafael Bastos, buscando uma boa estrutura de alimentação em todas as unidades.
A pró-reitora de Administração e Planejamento, Fernanda Proença, também esteve presente na audiência. A execução do Pnae nos campi do IFMG é coordenada pelas Comissões Locais de Alimentação Escolar (CLAE).
As CLAEs realizam chamadas públicas para aquisição de produtos locais e definem o planejamento e a distribuição dos gêneros alimentícios. Essas comissões são responsáveis por garantir a implementação do programa em cada campus.
A programação da manhã incluiu a palestra “Alimentar é educar”, ministrada pelo pró-reitor de Ensino do IF Sul de Minas, Luiz Carlos Dias da Rocha. O professor abordou temas relevantes e compartilhou a experiência de sua instituição.
Ele destacou a relação entre fome e evasão escolar, afirmando que “muitas vezes a evasão não é escolha, e sim necessidade. E isso precisa ser muito bem discutido. Alimentação não é auxílio estudantil, é direito. Se não tem alimentação, não se consegue ter educação”.
O pró-reitor acrescentou que a alimentação escolar é um direito fundamental dos alunos da educação básica pública e um dever do Estado, conforme base legal consolidada. Ele também discutiu a formação profissional na Rede Federal.
A Rede Federal possui 350 nutricionistas, o que corresponde à metade do número de campi. O IFMG conta com cinco nutricionistas em sua equipe. Luiz Carlos Dias da Rocha apontou quatro dimensões essenciais para uma política plena de alimentação.
Essas dimensões são: Direito Garantido; Educação Alimentar (EAN), integrada aos projetos políticos pedagógicos; Gestão Eficiente; e Planejamento Orçamentário. A discussão ampliou a visão sobre a importância da alimentação no contexto educacional.
No período da tarde, o diretor de Administração e Infraestrutura (DAI), Harlley Torres, e o diretor de Planejamento e Orçamento (Dirplan), Rainer de Paula, apresentaram informações sobre logística, estrutura e financiamento. A representante do Comitê de Alimentação do IFMG, Letícia Alvarenga, abordou o tema “Alimentação Escolar Programada”.
Um formulário consultivo foi disponibilizado para alunos e servidores, com questionamentos sobre as condições da alimentação escolar no IFMG. O objetivo é ampliar a oferta de refeições, garantir cardápios nutritivos, inclusivos e alinhados às diretrizes legais.
Entre as opções listadas no documento para avaliação, estavam cesta básica, kit de gêneros alimentícios, lanche reforçado, alimentação marmitex ou alimentação ultracongelada. Essas alternativas serão analisadas para determinar as mais adequadas.
Os dados coletados no formulário servirão como critérios técnicos para avaliar e selecionar as alternativas sugeridas. As contribuições serão direcionadas aos gestores para aprimorar os editais, fluxos internos e orientações gerais.
A expectativa é ampliar a oferta de refeições de forma planejada, otimizar o orçamento e alinhar o serviço às necessidades dos estudantes. O processo busca aprimorar a qualidade da alimentação escolar no IFMG.
