Foto: Flavio Tavares / O Tempo
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Mostra na Casa Fiat de Cultura exibe carros históricos

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A Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, inaugura nesta terça-feira (7) a exposição “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade”. A mostra ocupa todos os espaços do centro cultural na Praça da Liberdade e explora a confluência entre a indústria automobilística, a arte e expressões da cultura popular, utilizando os carros como peças que ajudam a contar a história da marca no país.

A curadoria é assinada por Yuri Fomin Quevedo, do acervo da Pinacoteca de São Paulo, Peter Fassbender, da Stellantis, e o jornalista automotivo Marcos Rozen. Conforme informações do jornal O Tempo, a intenção foi selecionar obras que dialogassem com os modelos de carros, seja reforçando ou se contrapondo a eles, para contar a história da marca e sua relação com a cultura brasileira.

“Existiam esses carros, assim como as obras existem, e eles tinham questões próprias. A ideia foi, a partir dos modelos, encontrar obras que reforçavam essa experiência ou que se contrapunham a ela”, explica Yuri Fomin Quevedo. Ele acrescenta que o projeto busca incluir tanto trabalhos ligados à temática industrial quanto obras que se opõem a essa lógica, provocando um estranhamento proposital no visitante.

Entre os veículos expostos estão peças com histórias particulares, como o Fiat Idea utilizado pelo papa Francisco em sua visita ao Brasil em 2013 e um Fiat Uno Mille que pertenceu a Adriane Galisteu, presente de Ayrton Senna. O carro-conceito Fiat Mio, de 2010, também está na mostra, resultado de um projeto colaborativo que envolveu sugestões de pessoas de mais de 160 países.

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Um núcleo da exposição é dedicado a paixões nacionais, como futebol e Carnaval, reunindo obras de artistas como Candido Portinari e Rubens Gerchman. Um Fiat Palio Weekend, pintado por Sid Mosca e com autógrafos dos jogadores do pentacampeonato de 2002, é um dos destaques. O veículo foi um dos doados pela Fiat à Fundação Cafu e posteriormente leiloado para arrecadar fundos.

A religiosidade é abordada com obras de artistas como José Antônio da Silva e uma instalação com objetos de devoção. A relação com o feminino é representada em trabalhos como “Mulher Mutante”, de Regina Vater, e em uma campanha de 1977 que convidava mulheres, incluindo a atriz Sônia Braga, a escolher a cor de um Fiat 147, modelo da época.

Nos jardins

A exposição se estende para os jardins da Casa Fiat de Cultura, onde três carros são exibidos em cápsulas expositivas. Um deles é o Fiat 147 de 1979, o primeiro carro a álcool fabricado em série no mundo. Segundo informações do jornal O Tempo, o veículo pertenceu ao Ministério da Fazenda e era conhecido como “Cachacinha” devido ao cheiro que saía do escapamento.

Ao lado, está um Fiat Palio de 1997 na cor branca, uma escolha para homenagear o primeiro Palio fabricado no mundo, em Betim, que também era branco. O modelo foi concebido como um veículo global, com produção iniciada no Brasil, e seu lançamento ocorreu em Ouro Preto, mesma cidade onde o Fiat 147 foi apresentado anos antes, em seu lançamento.

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A mostra também exibe pela primeira vez em Minas Gerais o Fiat Dolce Camper, um carro-conceito desenhado na Itália e montado no Brasil. De acordo com o curador Marcos Rozen, o modelo aponta para o futuro da mobilidade, com elementos de design que podem ser incorporados em veículos futuros da marca. Sua primeira exibição ocorreu no Salão do Automóvel de 2025.

Completando a área externa, o artista pernambucano Derlon criou um painel exclusivo para a exposição. A obra, que mistura xilogravura e grafite, apresenta uma figura feminina grávida, com traços negros e indígenas, simbolizando o futuro e a continuidade. O artista explica que a intenção foi abordar o futuro a partir de valores ancestrais e também de causas ambientais.

A exposição “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura” tem entrada gratuita e fica em cartaz até 11 de outubro. O espaço, localizado na Praça da Liberdade, 10, em Belo Horizonte, funciona de terça a sexta, das 10h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

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