Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da Prefeitura de Belo Horizonte realizam arraiás durante este mês. As atividades reúnem usuários de diversos serviços socioassistenciais, com foco em momentos de convivência, apresentações culturais e brincadeiras. O objetivo é fortalecer vínculos familiares e comunitários, além de aproximar a população da política de assistência social.
Essas atividades buscam integrar crianças, adolescentes, adultos e idosos. Elas visam fortalecer o sentimento de pertencimento ao território e incentivar a participação das famílias nas ações da rede socioassistencial. Os eventos também ampliam o acesso aos serviços ofertados nas unidades.
De acordo com a subsecretária de Assistência Social, Luana Souza, as atividades lúdicas nos CRAS são ferramentas de aproximação entre a população e a política pública. “Os arraiás criam um ambiente acolhedor que fortalece os vínculos entre as famílias, a comunidade e as equipes das unidades”, afirma.
Ela acrescenta que, “ao mesmo tempo em que valorizam a cultura popular, esses momentos ampliam o acesso aos serviços socioassistenciais e incentivam a participação das pessoas nas ações desenvolvidas ao longo de todo o ano”.
No CRAS Vila São José, na região da Pampulha, a programação celebrou os 20 anos da unidade. O evento contou com a participação de pessoas acompanhadas pelo Programa Maior Cuidado, crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), e famílias referenciadas pelo CRAS.
As atividades lúdicas promoveram o encontro entre diferentes gerações. Houve brincadeiras, apresentações culturais e outras ações típicas do período. Isso fortaleceu a convivência comunitária, a troca de experiências e o sentimento de pertencimento entre os participantes.
O CRAS Granja de Freitas também organizou seu arraiá, reunindo usuários, famílias e trabalhadores da unidade. A programação incluiu comidas típicas, apresentações culturais e atividades recreativas. As atividades lúdicas foram utilizadas para fortalecer a convivência e ampliar a participação da comunidade.
Antônia Mendes, de 78 anos, frequentadora do equipamento, descreve a unidade como um espaço de aprendizado, convivência e transformação. “Quando o CRAS chegou ao aqui foi uma bênção para nós. Já participei de cursos de culinária, bijuteria e de muitas outras atividades”, relata.
Ela também menciona sua participação na horta comunitária, onde “a gente planta, colhe, divide os alimentos e fortalece nossa amizade”. Antônia afirma que “foi através do CRAS que tive coragem de voltar a estudar e descobrir que nunca é tarde para aprender”.
Antônia Mendes ainda compartilha que uma receita sua de angu à baiana foi publicada em um livro de culinária do “Grupo Meninas de Sinhá”. Ela conclui: “Sempre convido outras pessoas para participarem, porque aqui a gente se sente acolhida e pode transformar a própria vida”.
