A Prefeitura de Belo Horizonte iniciou no domingo, 12 de maio, a programação especial “Viva Pampulha – 10 Anos de Patrimônio Mundial”. O evento celebra uma década da inclusão do Conjunto Moderno da Pampulha na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O lançamento ocorreu na Casa do Baile – Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design.
A cerimônia de lançamento contou com a presença do prefeito Álvaro Damião, da presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, e da secretária municipal de Cultura, Cida Falabella. Representantes da Marinha do Brasil e do Sesc em Minas também estiveram presentes no evento.
A abertura oficial marca o início de uma série de atividades gratuitas destinadas a moradores e visitantes. O objetivo é promover a ocupação da orla em uma celebração da memória, cultura e arquitetura do local. As autoridades destacaram ações de preservação e zeladoria do patrimônio.
Foram mencionados também os próximos passos para a dinamização do espaço urbano e turístico da Pampulha. O prefeito Álvaro Damião afirmou: “O Complexo da Pampulha é um patrimônio histórico de Belo Horizonte, do Brasil e do mundo. Está comemorando 10 anos desse reconhecimento oficial. A Lagoa encontra-se, hoje, sem cheiro algum, navegável e a gente quer mais. A gente quer fazer complexos esportivos em volta da Lagoa da Pampulha, colocar mais bares e restaurantes, transformá-la em um local de lazer e de turismo sustentável”.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o projeto de revitalização e uso do espelho d’água da Lagoa da Pampulha tem progredido. Este avanço ocorre com respeito ao meio ambiente, ao patrimônio cultural e à segurança de moradores e visitantes. O retorno das atividades e esportes náuticos será gradual e planejado.
O evento “Viva Pampulha” é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Sesc em Minas e o Instituto Odeon. A iniciativa faz parte do Circuito Municipal de Cultura. A programação busca valorizar a relação da população com o território e inclui debates, feira de economia solidária e atrações artísticas.
Programação e intervenção artística
Após a abertura oficial, foi realizado o debate “Viva Pampulha: Apropriação, Memória e Pertencimento”. O encontro reuniu especialistas e membros da comunidade na Casa do Baile. Este debate abordou temas relacionados à interação e ao significado do patrimônio para a população.
No período da tarde, o bloco carnavalesco “Chama o Síndico convida Augusta Barna” se apresentou. A apresentação ocorreu a bordo do barco turístico Capivarã, no espelho d’água da Lagoa. A performance buscou estabelecer um diálogo musical com a paisagem cultural da Pampulha.
O encerramento do dia, a partir das 18h, contou com uma intervenção artística de laser mapping. Feixes de luz redesenharam as curvas projetadas por Oscar Niemeyer. Esta projeção criou conexões visuais entre os cinco bens que compõem o conjunto.
Os bens incluem o Museu de Arte da Pampulha (MAP), a Casa do Baile, a Igreja São Francisco de Assis, a Casa Kubitschek e o Iate Tênis Clube. A intervenção destacou a integração entre a arquitetura, a paisagem e o espelho d’água da Lagoa da Pampulha.
