Foto: Reprodução vídeo
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Campeonato Mineiro de Comunidades Terapêuticas usa esporte para ressocialização

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O Campeonato Mineiro de Futebol das Comunidades Terapêuticas foi concluído após cinco meses de competição, envolvendo mais de 400 acolhidos de 30 instituições. A iniciativa, que visa a ressocialização por meio do esporte, teve sua partida final disputada na Arena MRV, em Belo Horizonte. O torneio abrangeu nove municípios do estado, promovendo a integração entre os participantes em processo de recuperação.

A competição contou com a participação de atletas de Belo Horizonte, Santa Luzia, Juiz de Fora, Uberlândia, Governador Valadares, Esmeraldas, Bocaiúva, Itaúna e Itajubá. Ao longo do campeonato, foram realizadas 56 partidas, mobilizando as comunidades terapêuticas em diversas regiões de Minas Gerais. O evento foi estruturado para aliar a prática esportiva à disciplina e ao fortalecimento da reintegração social.

“O Campeonato Mineiro das Comunidades Terapêuticas tem sido uma ferramenta de grande importância no processo de recuperação. A prática esportiva contribui para que os acolhidos retomem atividades de lazer, promovendo qualidade de vida e maior engajamento no tratamento”, afirma a assistente social Dayane Soares Barbosa, da Comunidade Terapêutica Família em Cristo, participante da competição.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a iniciativa surgiu a partir de uma experiência regional em Itaúna. Marcílio de Assis, presidente da Federação Mineira de Futebol Society, explicou que o sucesso da Copa Centro-Oeste de Futebol Society, que reunia comunidades da região, motivou a expansão do projeto para uma edição estadual, envolvendo diversas secretarias e federações.

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A organização foi uma parceria entre a Federação Mineira de Comunidades Terapêuticas, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). O torneio foi viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, que permite a empresas destinarem parte do ICMS a projetos esportivos. O Grupo Sada patrocinou o evento, fornecendo uniformes e apoio logístico.

Entre as instituições participantes estavam a Cerdad, de Santa Luzia; Família em Cristo, de Juiz de Fora; Esquadrão da Vida, de Francisco Sá; e a Fazenda da Solidariedade, de Montes Claros. A presença de comunidades de diferentes regiões, como o Vale do Jequitinhonha, com a Viva Livre, e Bocaiúva, com a Fonte de Misericórdia, demonstrou o alcance estadual do projeto.

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