O professor Daniel Crístian Ferreira Soares, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), foi autorizado a realizar uma missão de pesquisa nos Estados Unidos entre 25 de agosto e 9 de setembro de 2026. A viagem, com destino à University of Florida, em Orlando, tem como objetivo desenvolver o projeto TERASUS, focado em terapias com produtos da Cannabis para aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).
A autorização para o afastamento internacional foi formalizada pelo reitor da Unifei, Marcel Fernando da Costa Parentoni. De acordo com informações do jornal O Tempo, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio do Despacho nº 3.299. O objetivo da missão é o intercâmbio de conhecimento e o desenvolvimento de protocolos para o projeto.
O projeto TERASUS, sigla para “Produtos da Cannabis como Terapias Inovadoras para Doenças Crônicas no SUS”, investiga o uso de substâncias da planta como alternativa de tratamento no sistema público. A pesquisa foca em compostos com propriedades terapêuticas, como o canabidiol, para aplicação em diversas patologias, visando ampliar o acesso a tratamentos no Sistema Único de Saúde.
Financiamento e Apoio Institucional
A missão será financiada com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Unifei também contribuirá com verbas internas, por meio da Diretoria de Relações Internacionais (DRI/Unifei), via Edital nº 9/2025 de apoio à mobilidade docente, e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPG). A autorização prevê o pagamento de quatro diárias para o período.
A pesquisa busca avaliar a incorporação de terapias com produtos da cannabis no sistema público de saúde. O foco é ampliar o acesso da população a tratamentos para dores crônicas, epilepsia e outras condições, que atualmente podem ter custo elevado no setor privado. A iniciativa se insere no contexto de discussões sobre a regulamentação da cannabis medicinal no Brasil, tanto no Judiciário quanto no Legislativo.
A parceria com a University of Florida permitirá ao pesquisador brasileiro utilizar laboratórios de referência e trocar experiências com cientistas de um mercado onde o uso medicinal da planta já está consolidado. Segundo o jornal O Tempo, a produção de ciência nacional é um fator para garantir a segurança e a eficácia das substâncias que podem ser distribuídas pelo SUS.
A participação do professor no projeto reforça a estratégia da Universidade Federal de Itajubá de investir na mobilidade de seus docentes e na internacionalização. A iniciativa também demonstra a expansão da instituição para áreas de pesquisa interdisciplinares, como saúde e biotecnologia, além de sua atuação tradicional nas engenharias. O deslocamento para Orlando sinaliza o compromisso da universidade com a busca por soluções para a sociedade.
