Érika Beningna, autora do livro "Cansada, muito cansada – vivências e resistências de adolescentes negras" (Foto: divulgação)
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UFJF-GV realiza evento sobre experiências de mulheres negras e apresenta livro

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A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abriu inscrições para o curso de especialização “Relações Étnico-Raciais e Educação”. O curso é gratuito e oferece 150 vagas, distribuídas em três turmas de 50 alunos cada. As aulas serão realizadas na modalidade de Educação a Distância (EaD), com encontros síncronos semanais e atividades assíncronas.

O público-alvo inclui professores da educação básica, profissionais da educação, graduados em diversas áreas do conhecimento e demais interessados na temática. As inscrições podem ser feitas até 18 de fevereiro de 2024, exclusivamente pela internet, através do site da UFJF.

O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste na análise da carta de intenções, de caráter eliminatório e classificatório. A segunda etapa é a análise do currículo Lattes ou vitae, de caráter classificatório. O resultado final será divulgado em 15 de março de 2024.

O curso tem duração de 18 meses, com carga horária total de 360 horas. As aulas síncronas ocorrerão semanalmente, às terças-feiras, das 19h às 22h. A especialização visa aprofundar o conhecimento sobre as relações étnico-raciais e seus impactos na educação brasileira.

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Érika Benigna, graduada em História, com especialização em Gestão Escolar e mestra em Gestão Integrada do Território, é professora da Educação Básica em Governador Valadares. Ela possui mais de 20 anos de experiência em práticas pedagógicas voltadas à equidade racial.

Benigna atua como pesquisadora, com produção acadêmica e profissional focada nas relações de poder que afetam adolescentes negras. Seus estudos abordam as interseccionalidades de raça e gênero e seus impactos nos processos educativos, conforme informações da UFJF.

Ela desenvolve pesquisas sobre a incidência do racismo recreativo no cotidiano escolar, analisando a ridicularização e a desumanização como mecanismos de exclusão e violência simbólica. Érika Benigna é fundadora e presidenta do Coletivo Abayomi.

O Coletivo Abayomi lidera projetos de educação antirracista, formação política e produção cultural, conectando escola, território e comunidade. A trajetória de Benigna integra pesquisa, extensão e incidência social, buscando construir estratégias para ambientes escolares mais justos e inclusivos.

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