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A cachaça de alambique produzida no Circuito das Águas Paulista recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência. O certificado foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) nesta terça-feira (21).
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP) prestou assistência técnica aos produtores sobre os requisitos para obtenção da IG e a legislação aplicável à produção, registro e fiscalização de bebidas.
A Indicação de Procedência abrange nove municípios: Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. A produção na região está vinculada ao turismo rural e é majoritariamente artesanal, com tradição familiar.
Os primeiros registros documentados da produção local remontam a 1929, quando Giuseppe Benedetti elaborou a primeira cachaça registrada na área. Segundo publicação do Inpi, “essa herança passou de geração em geração, consolidando a área como uma região produtora por excelência”.
Produção atual e reconhecimentos
Atualmente, o Circuito das Águas Paulista concentra mais de 350 alambiques e produtores de cachaça. A bebida apresenta características influenciadas pelas condições naturais da região, incluindo solo, clima e recursos hídricos.
No recente Concurso Paulista de Cachaça de Alambique, duas das três cachaças mais bem avaliadas do estado foram produzidas na região. Em maio deste ano, o Circuito das Águas Paulista também obteve IG para o café.
Com esse registro, São Paulo passa a contar com 16 indicações geográficas reconhecidas, sendo 11 relacionadas a produtos do agronegócio.
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