Belo Horizonte registrou um fenômeno de inversão térmica nesta quinta-feira (23), o que resultou em uma faixa de poluição visível no céu da cidade. De acordo com informações do jornal O Tempo, o evento é comum nesta época do ano. A inversão térmica ocorre em períodos de maior estabilidade atmosférica, fazendo com que os poluentes fiquem concentrados mais próximos à superfície, o que foi registrado por um fotógrafo do veículo.
Anete Fernandes, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet-BH), explicou o ocorrido em entrevista ao O Tempo. “É um efeito ótico que acontece nos meses de inverno durante a estação seca, onde a atmosfera está tão estável que acontece a inversão térmica, fazendo com que a sujeira fique concentrada no primeiro quilômetro acima da atmosfera”, detalhou a especialista sobre o fenômeno observado na capital mineira.
Com a inversão, os poluentes ficam retidos perto da superfície e, em vez de se dispersarem, formam uma camada visível na linha do horizonte. A meteorologista complementou a explicação afirmando que a impressão é de que “toda a sujeira tivesse armazenada de forma mais próxima”. Essa concentração de poluição no ar agrava os riscos à saúde da população local.
A consequência direta da maior concentração de poluentes no ar é o agravamento de problemas de saúde, especialmente os respiratórios. Entre os principais impactos negativos estão a piora de quadros de doenças como asma e bronquite, além de causar irritação nos olhos, na pele e na garganta dos moradores de Belo Horizonte e da região metropolitana, que ficam mais expostos.
Alerta para doenças respiratórias em Minas Gerais
Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros em nível de alerta de alto risco para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O dado consta na edição do Boletim InfoGripe, divulgado em 16 de julho pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta uma tendência de crescimento da doença no estado.
Ainda segundo o jornal O Tempo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Belo Horizonte já havia confirmado, em 15 de julho, que o atendimento para adultos também “opera sob status de alerta, seguindo os critérios do plano de contingência”. A medida foi adotada em resposta ao aumento no número de atendimentos por doenças respiratórias na capital.
