Belo Horizonte registrou avanço nos indicadores de qualidade do ensino, posicionando-se entre as dez melhores capitais do país no ensino fundamental. A Secretaria Municipal de Educação (Smed) atribui esse resultado a estratégias implementadas, incluindo o fortalecimento do sistema de avaliação próprio. O Avalia BH, sistema da Rede Municipal de Educação (RME), realiza análise sistêmica dos dados.
Outras medidas da Smed incluem o foco em equidade e inclusão, com a implementação de estudos de caso. Há também acompanhamento individualizado para estudantes com deficiência e defasagens acentuadas. Projetos de correção do fluxo idade-série visam ajustar o ritmo de aprendizagem de alunos em atraso escolar.
O trabalho específico em escolas localizadas em territórios de maior vulnerabilidade também foi uma das ações. O fortalecimento de estratégias de busca ativa e monitoramento da frequência escolar foi outro ponto. Essas ações permitiram recuperar 55% dos estudantes com risco de retenção por infrequência.
De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), confirmam a retomada do crescimento dos indicadores educacionais da capital mineira.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a nota alcançada foi 6,2, o que representa o melhor desempenho da Rede Municipal de Educação desde 2017. Nos anos finais, houve um avanço para 5,2, consolidando os efeitos das políticas pedagógicas implementadas.
Educação Inclusiva
Na área da educação inclusiva, Belo Horizonte alcançou a universalização do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Em 2025, a rede passou a atender 100% da demanda identificada. O número de estudantes acompanhados aumentou de 3.360 para 10.506.
A fila de espera pelo serviço de AEE foi eliminada integralmente. A ampliação da jornada escolar também contribuiu para o fortalecimento das aprendizagens. Na educação infantil, as redes própria e parceira atendem 42.654 crianças em tempo integral.
No ensino fundamental, o Programa Escola Integrada (PEI) superou a marca de 51 mil estudantes. Eles participam de atividades para ampliação de repertórios culturais, esportivos e pedagógicos, além do reforço das aprendizagens.
Arminda Aparecida de Oliveira, subsecretária de Coordenação Pedagógica e Formação, afirmou que os resultados refletem a escolha estratégica da rede. “O avanço nos índices é resultado da escolha consciente de colocar a equidade pedagógica, o diagnóstico rigoroso e o cuidado individualizado de cada estudante no centro de cada sala de aula”, disse.
Segundo a subsecretária, a melhoria dos indicadores é consequência da implementação de um plano integrado de intervenções pedagógicas. Este plano inclui estratégias de gestão para o fortalecimento da aprendizagem e redução das desigualdades educacionais.
“Este avanço é resultado do compromisso de milhares de profissionais que atuam diariamente na Rede Municipal de Educação. Diretores, coordenadores pedagógicos, equipes de apoio e, especialmente, professores e professoras que, com maestria, afeto e compromisso, transformam a aprendizagem e a vida dos estudantes todos os dias”, ressaltou.
