Rafael Costa/PBH
agenciamg-146

Belo Horizonte debate terceira etapa do Plano de Salvaguarda do Samba

Advertisement

A construção do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte terá sua terceira reunião pública em 17 de agosto, uma segunda-feira. O evento ocorrerá das 18h30 às 21h, no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, localizado na Rua Formiga, 140, no Bairro Lagoinha. O objetivo é debater propostas para o plano e a criação de uma instância permanente para a proteção do samba.

A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura. O samba foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. A reunião é aberta a sambistas, agentes culturais, grupos sociais, entidades coletivas, produtores artísticos e outros envolvidos com a linguagem musical e sua cadeia produtiva.

A entrada é gratuita e não exige inscrição prévia. A participação dos atuantes no universo do samba é considerada fundamental para garantir uma abordagem adequada às particularidades deste patrimônio imaterial. O debate público abordará desafios e potencialidades do samba.

As propostas resultantes serão sistematizadas em um Plano de Salvaguarda. Este plano incluirá ações de curto, médio e longo prazo a serem implementadas na cidade. Ele definirá estratégias para a manutenção, preservação e transmissão dos saberes ancestrais associados ao samba.

Advertisement

O plano também visa a valorização das mestras e mestres detentores desses saberes. Além disso, busca a melhoria das condições de vida dos trabalhadores da cadeia produtiva do samba, após o registro como patrimônio imaterial da cidade.

O Comitê de Salvaguarda será um instrumento para a condução do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte. Este comitê atuará em conjunto com os sambistas e o poder público. O documento organizará um conjunto de ações propostas de forma colaborativa entre as comunidades do samba e o poder público.

Patrimônio Cultural

O samba, presente em toda a capital, é representado por movimentos como escolas de samba, blocos caricatos, blocos de rua, rodas de samba e espaços dedicados. Ele constitui uma expressão cultural plural, representante da cultura afrodiaspórica, enraizada na cidade antes de sua inauguração.

Em dezembro de 2024, o samba foi oficialmente declarado Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. A decisão ocorreu após a análise do Inventário Participativo e do Dossiê de Registro pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural da cidade.

Advertisement

O estudo foi produzido pelo projeto Horizontes do Samba, uma parceria entre o Coletivo de Sambistas Mestre Conga, Projeto República/UFMG e Fundação Municipal de Cultura/PBH. Ele identificou a relevância histórica, social e simbólica do samba na capital.

O estudo mapeou os modos de fazer, tradições, influências e territórios de referência do samba. Destacam-se as regiões da Pedreira Prado Lopes, Lagoinha, Concórdia e outras comunidades reconhecidas como seus principais redutos. Atualmente, essa expressão social pode ser vivenciada nas dez regionais de Belo Horizonte.

O samba registra, revigora e transmite às novas gerações saberes e práticas culturais de matrizes africanas. Além disso, contribui para o desenvolvimento social, econômico, cultural, artístico e político de Belo Horizonte. Os sambistas da cidade cantam a resistência e a alegria de um povo.

Sua linguagem musical articula caminhos e descaminhos, memórias e desmemórias, recordações e esquecimentos. Estes elementos fundamentam um olhar crítico sobre a cidade do presente e do passado. Desse entrecruzamento de tempos e espaços emerge outra narrativa da cidade.

Advertisement

Esta narrativa é mais diversa, plural e horizontal, costurada pelos percursos físicos e sonoros. Eles conectam a produção musical das novas gerações à presença histórica de mestras e mestres no cenário urbano da capital mineira.

Serviço

3ª Reunião Pública | Construção do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte

Data: segunda-feira (17)
Horário: 18h30 às 21h
Local: Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira (Rua Formiga, 140 – Lagoinha)

A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. A participação está sujeita à lotação do espaço.

Advertisement

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *