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Como assistir ao eclipse solar total com transmissão gratuita na internet

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Um eclipse solar total ocorrerá nesta quarta-feira (12) e será visível no Hemisfério Norte, mas não no Brasil. Para os interessados, o Observatório Nacional (ON) fará uma transmissão ao vivo do fenômeno. A transmissão começará a partir das 12h (horário de Brasília) e poderá ser acompanhada por meio de seu canal no YouTube.

O fenômeno astronômico terá seu pico previsto para as 14h. De acordo com informações do jornal O Tempo, a visibilidade total será melhor em países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras regiões do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o eclipse solar será observado apenas de forma parcial, sem o bloqueio completo do Sol.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, explica que um eclipse solar, mesmo quando total, cobre uma área geográfica limitada. Isso exige que observadores se desloquem para locais específicos dentro da faixa de sombra para testemunhar o evento presencialmente. A raridade percebida do fenômeno está ligada a essa limitação geográfica da visibilidade, não à sua frequência de ocorrência no planeta.

“Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explica a astrônoma. Essa faixa estreita de totalidade é o que torna a experiência de um eclipse total um evento localizado e que atrai muitos observadores.

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“Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”, complementa Josina Nascimento. A frequência anual contrasta com a percepção popular de que são eventos extremamente incomuns, devido à sua visibilidade restrita a pequenas áreas.

O Fenômeno do Eclipse Solar

Um eclipse solar ocorre quando a Lua, em sua fase Nova, se posiciona entre o Sol e a Terra, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar e projetando uma sombra sobre o planeta. Quando a Lua não cobre o Sol por completo, o fenômeno é classificado como anular, criando um “anel de fogo” visível no céu em determinadas condições.

A pesquisadora do Observatório Nacional também alerta sobre os cuidados necessários para a observação segura. É imprescindível o uso de óculos especiais com certificação ISO 12312-2 ou máscaras de solda com vidro de tonalidade número 14. Olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode causar danos graves e permanentes à visão, incluindo cegueira.

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