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Greve dos professores cancela aulas em escolas particulares de BH

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Em comunicado, o Colégio Marista Padre Eustáquio informou a suspensão das aulas enquanto não houver profissionais suficientes para garantir a segurança dos estudantes. “Não seria adequado receber crianças e adolescentes sem a presença dos profissionais necessários para acompanhá-los em suas atividades letivas”, afirmou a direção. A instituição também declarou que antecipou o reajuste salarial em abril.

Apesar da paralisação, algumas atividades foram mantidas, como o Tempo Integral no período da manhã, o Núcleo de Atividades Complementares (NAC) e aulas de campo. A aplicação da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), provas de recuperação e o simulado do Enem também ocorrerão conforme o cronograma. Os dias letivos não realizados deverão ser repostos posteriormente.

Colégio São Paulo suspende aulas até sexta-feira

O Colégio São Paulo comunicou que não haverá aulas nesta quinta (17) e sexta-feira (18) para os estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, devido à adesão dos professores ao movimento grevista. As atividades da Educação Infantil e do Contraturno, no entanto, funcionarão normalmente, assim como a equipe administrativa para atendimento às famílias.

Assim como o Marista, a instituição afirmou ter antecipado em abril o reajuste salarial dos professores em um percentual superior ao INPC discutido. A direção acompanha as negociações entre Sinpro Minas e Sinepe-MG e informará sobre eventuais mudanças no calendário escolar por meio de seus canais oficiais de comunicação com as famílias dos alunos.

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Colégio Batista Mineiro

Um professor do Colégio Batista Mineiro confirmou ao jornal O Tempo que a instituição não terá aulas em função da paralisação dos docentes. Até o momento da publicação da reportagem original, não haviam sido divulgados mais detalhes sobre quais unidades seriam afetadas, a duração exata da suspensão ou a manutenção de atividades específicas na instituição.

Entenda a greve

O Sinpro Minas afirma que a divisão da convenção coletiva, proposta pelo Sinepe-MG, pode enfraquecer a negociação da categoria e abrir margem para alterações em direitos já estabelecidos. Entre os pontos de preocupação estão as bolsas de estudos para filhos de professores, a isonomia salarial, as férias coletivas e o pagamento de adicional por atividades extraclasse.

Por outro lado, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) sustenta que a separação da convenção não implicaria na retirada de benefícios. Segundo o sindicato patronal, a medida permitiria que as negociações futuras considerassem as características e necessidades específicas de cada um dos segmentos de ensino, tanto da educação básica quanto do ensino superior.

Manifestações

Novas manifestações dos professores estão agendadas para esta quinta (17) e sexta-feira (18), na Praça da Assembleia, em Belo Horizonte. O Sinpro Minas informa que dezenas de escolas foram afetadas pela paralisação. O Sinepe-MG, por sua vez, declarou que a maioria das instituições manteve o funcionamento, com apenas seis das 811 escolas da capital relatando dificuldades.

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