Foto: Imagem gerada a partir de IA
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Ranking dos cursos com mais formados atuando na área

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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17) aponta que 77,1% dos egressos de universidades que exercem atividade remunerada no Brasil atuam em sua área de formação. O levantamento também indica que a conclusão de um curso superior pode aumentar a renda média mensal em 110%, passando de R$ 2,7 mil para R$ 5,8 mil após a graduação.

De acordo com informações do jornal O Tempo, os dados são da 5ª edição da “Pesquisa de Empregabilidade dos Egressos do Ensino Superior Brasileiro”, do Instituto Semesp. O levantamento, que foi divulgado em São Paulo, ouviu 4.106 egressos de 200 instituições de ensino superior e 134 cursos diferentes em todo o país.

A pesquisa detalha os dez cursos com as maiores taxas de formados que atuam na própria área de formação:

  • Medicina (95,7%);
  • Odontologia (84,5%);
  • Engenharia elétrica (80%);
  • Sistemas de informação (79,2%);
  • Farmácia (77,4%);
  • Fisioterapia (77,1%);
  • Educação física (75%);
  • Pedagogia (74,8%);
  • Medicina veterinária (70,4%);
  • Psicologia (69,4%).

A modalidade do curso influencia a atuação na área. Entre os egressos de cursos presenciais com atividade remunerada, 81,3% trabalham na área de formação. O percentual cai para 75,0% entre os formados em cursos semipresenciais e para 58,4% para os egressos da educação a distância (EAD), conforme aponta o estudo.

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A pesquisa também compara a remuneração. Entre os que trabalham na área, 55,9% recebem até R$ 5 mil mensais. Já entre os profissionais que atuam fora da área de formação, 74,0% recebem até R$ 5 mil. O percentual dos que ganham acima de R$ 15 mil é de 9,8% na área e 3,7% fora dela.

Mobilidade de renda

O estudo revela que a conclusão de um curso superior resultou em um aumento salarial. A renda média mensal bruta dos egressos passou de R$ 2,7 mil, antes de se formarem, para R$ 5,8 mil após a conclusão da graduação. Isso representa um aumento de 110% na remuneração média dos profissionais analisados, superior ao incremento de 90% registrado na edição anterior da pesquisa.

“O diploma continua sendo um importante vetor de mobilidade profissional e econômica, mas o mercado exige cada vez mais experiência, competências digitais e atualização contínua. O grande desafio para as instituições de ensino superior é transformar a graduação em uma ponte permanente entre formação, carreira, mercado e aprendizagem ao longo da vida, pondera Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp.”

Na pesquisa, entre os egressos que recebiam até R$ 1 mil antes da graduação, 91,8% tiveram aumento de renda. Para aqueles na faixa de R$ 1 mil a R$ 2 mil, o percentual foi de 79,7%. Já entre os que tinham renda de R$ 2 mil a R$ 3 mil, 67,5% registraram um aumento salarial.

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Formação depois da graduação

O levantamento mostra que a busca por conhecimento continua após a faculdade, com 84,6% dos egressos realizando alguma formação adicional. Os cursos on-line (50,6%) e os cursos livres ou de curta duração (49,6%) são os mais procurados, seguidos por certificações profissionais (42,1%) e especialização lato sensu (36,6%).

Questionados sobre a principal motivação para continuar os estudos, 36,9% dos entrevistados indicaram a atualização profissional. O aumento da renda foi o motivo para 22,9%, enquanto 19,9% apontaram o interesse pessoal. Outros fatores mencionados incluem interesse acadêmico e científico (9,3%) e mudança de carreira (5,9%).

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