Foto: Marcos Santos/USP
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MG oferece atendimento psicológico gratuito pelo SUS para mulheres em situação de violência

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O Ministério da Saúde está oferecendo atendimento psicológico gratuito e online para mulheres que vivenciaram situações de violência. O serviço, disponível em todo o país, é acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital e visa ampliar o acesso à saúde mental, especialmente para aquelas com dificuldade de buscar atendimento presencial. A iniciativa também contempla mulheres cuidadoras de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A ação faz parte do programa “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres” e tem capacidade para até 100 mil teleatendimentos mensais. O objetivo é fornecer um acolhimento inicial remoto, sem a necessidade de deslocamento a uma unidade de saúde. Posteriormente, os profissionais podem articular a continuidade do cuidado com a rede de saúde local dos municípios e do estado, conforme a necessidade de cada caso.

“A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, no estado e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto. A saúde da mulher é prioridade absoluta para nós”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Como acessar o atendimento

Para solicitar o serviço, a usuária deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital e fazer login com a conta gov.br. Dentro da plataforma, é preciso selecionar a opção “Miniapps” e, em seguida, clicar em “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. O processo é feito inteiramente dentro do ambiente digital do governo federal, sem a necessidade de intermediários.

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Após o clique, a mulher será direcionada à plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) para realizar um cadastro. Durante essa etapa, será necessário informar se vive ou viveu alguma forma de violência, ou se é cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara, conforme o público-alvo do programa de saúde mental.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a equipe de atendimento entrará em contato em até 24 horas para que a mulher possa escolher o dia e o horário da consulta. Lembretes serão enviados até a data agendada. No dia do atendimento, a plataforma disponibilizará um link para acessar a sala de consulta online com o profissional de psicologia.

Funcionamento do Atendimento

No primeiro contato com mulheres em situação de violência, os profissionais realizarão uma avaliação de possíveis riscos, da rede de apoio disponível e das principais necessidades da paciente. O acompanhamento inicial prevê um ciclo de até dez sessões, com a possibilidade de iniciar um novo ciclo de atendimentos caso seja avaliado como necessário pela equipe de saúde mental.

Ao final do ciclo, a equipe pode encaminhar a mulher para a continuidade do acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. As consultas são feitas por psicólogas capacitadas pelo Ministério da Saúde.

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Em casos de risco imediato, a equipe orientará a mulher a procurar atendimento de emergência, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, ou a Polícia Militar, pelo 190. Para situações graves que não exijam intervenção imediata, os profissionais poderão encaminhar a paciente aos serviços de saúde do território, conforme as necessidades identificadas.

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