Parlamentares e estudantes se reúnem na UFMG para mobilizar eleitores no 2º turno

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Parlamentares, estudantes e sindicalistas se reuniram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (15), para um ato de mobilização da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial. O encontro teve como objetivo alinhar estratégias para reverter a desvantagem contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), analisando o resultado do primeiro turno.

O evento na UFMG reuniu parlamentares como os deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG) e Guilherme Cortez (PSOL-SP), e os reeleitos André Janones (Rede-MG) e Duda Salabert (PSOL-MG). O tom dos discursos foi de convocação para mobilizar eleitores indecisos ou que se abstiveram no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

De acordo com informações do jornal O Tempo, o deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) reconheceu uma falha da campanha. “Há um erro que já foi reconhecido por parte da nossa campanha, de que nós falhamos em conseguir motivar esse eleitor que esteve com a gente em 22 a sair para votar no primeiro turno”, declarou Cortez durante o evento.

O segundo turno da eleição presidencial será disputado em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. A abstenção no pleito foi de aproximadamente 21%, o que equivale a um contingente de cerca de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas para votar.

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A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, atribuiu o resultado a um desligamento político da população. “Eu acredito que o primeiro turno ele tenha servido muito de alerta e organicamente esses votos estão vindo para nós”, declarou. “Mais uma vez, como foi nas Diretas Já, no golpe de 64, os estudantes mostrarão para os seus pais, para os seus familiares, o que estão tentando fazer com o Brasil”, afirmou.

Em entrevista ao jornal O Tempo, o deputado federal André Janones (Rede-MG) criticou decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspenderam o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. “O canal do Flávio Bolsonaro não precisou ser registrado. O nosso precisou”, declarou Janones, classificando as medidas como uma tentativa de censura.

Janones afirmou que, após as decisões do TSE, o canal voltou a crescer. “Depois dessas medidas, que eu classifico como tentativa de censura, o canal voltou a crescer em um ritmo frenético e já está prestes a atingir 5 milhões de membros”, disse. A campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a suspensão do canal, alegando disseminação de desinformação.

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