Dois homens presos em flagrante em Rio Pardo de Minas tiveram a prisão convertida em preventiva. A decisão judicial atendeu a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A promotoria argumentou a gravidade dos fatos e a quantidade de entorpecentes apreendidos. Indícios de atuação estruturada no tráfico de drogas também foram considerados.
A Polícia Militar realizou a operação em 12 de outubro. Dois serventes de pedreiro, de 31 e 27 anos, foram detidos sob suspeita de envolvimento com o tráfico.
A ação policial começou após denúncias sobre armas e drogas. O material estaria escondido em uma área de vegetação perto da comunidade de Nova Aurora, zona rural do município.
Um informante forneceu uma fotografia de um armamento e coordenadas geográficas. Essas informações permitiram a identificação do local e o monitoramento da área.
Os suspeitos foram abordados após serem vistos acessando o local indicado. Nas buscas, os militares encontraram sacolas com barras de maconha sob folhas e galhos.
Um recipiente enterrado, usado para esconder drogas e materiais de tráfico, também foi localizado. As diligências se estenderam às residências dos investigados.
Nesses locais, foram apreendidos mais entorpecentes, uma arma de fogo e munições. A operação resultou na maior apreensão de drogas já registrada em Rio Pardo de Minas.
Foram apreendidos aproximadamente 8.210 papelotes de cocaína e 16 barras de pasta-base de cocaína. Treze barras de maconha prensada e uma barra de crack também foram encontradas.
Cerca de 960 comprimidos de ecstasy e outras porções de drogas foram apreendidos. Os materiais totalizam mais de 11 quilos de maconha e 14 quilos de pasta-base de cocaína.
Também foram apreendidos 5,7 quilos de cocaína em papelotes e cerca de um quilo de crack. Um revólver calibre 38 municiado e munições foram encontrados.
Um alongador de pistola, três balanças de precisão, aparelhos celulares e chips telefônicos foram apreendidos. R$ 204 em espécie e uma motocicleta utilizada pelos suspeitos completam a lista.
De acordo com o boletim de ocorrência, um dos investigados afirmou integrar a organização criminosa PCC. Ele teria obtido os entorpecentes por meio dessa organização.
A informação será objeto de apuração pelas autoridades responsáveis pela investigação. A promotora de Justiça Ana Carolina Silva Clébicar manifestou-se à Justiça.
Ela ressaltou que a quantidade e diversidade das drogas, o esconderijo em vegetação e a ocultação em recipiente enterrado indicam uma estrutura organizada. Para o MPMG, os elementos apontam uma atividade criminosa que vai além do tráfico ocasional.
O Ministério Público destacou a localização de milhares de papelotes de cocaína já fracionados para comercialização. Isso reforça a gravidade dos fatos e o risco de continuidade da atividade criminosa.
Por esses motivos, o MPMG solicitou a conversão das prisões em flagrante em preventivas. Durante a audiência de custódia, o juiz Caio de Faria Nascimento Rezende acolheu o pedido.
As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas. A decisão judicial mantém os dois homens detidos.
